O Centro de Estudos e Tecnologias Convergentes para Oncologia de Precisão, o C2PO, é um dos nove centros de estudos ligados à Reitoria
Por Adriana Cruz
O tema do boletim Por Dentro da USP veiculado hoje, dia 11 de julho, é o trabalho desenvolvido pelo Centro de Estudos e Tecnologias Convergentes para Oncologia de Precisão, o C2PO, coordenado pelo professor da Faculdade de Medicina da USP, Roger Chammas. O C2PO é um dos nove centros de estudos criados pela Reitoria.

“Nosso objetivo principal é articular as pesquisas das várias lideranças da área de oncologia que temos distribuídas na USP como um todo. A ideia dessa articulação é colocar os dois principais hospitais que nós temos, o Instituto do Câncer do Estado São Paulo e o Centro de Oncologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, como hubs de pesquisa, trazendo, então, a oportunidade de cooperação mútua entre os diferentes grupos, a organização das coortes, isto é, dos grupos de pacientes que vão ser seguidos nos diferentes projetos”, explica Chammas.
Segundo ele, o centro tem como missão formar a nova geração de pesquisadores na área, “colocando aspectos na formação desses novos pesquisadores relacionados à educação e à comunicação, buscando fortalecer as noções da importância do letramento científico da nossa sociedade e resgatando o papel que o pesquisador, que o cientista tem no letramento dos diferentes públicos”.
No segundo semestre de 2024, o Grupo Educação e Comunicação do C2PO coordenou uma disciplina optativa de graduação ligada à oncologia e ao combate à desinformação acerca do tema: a disciplina PRG0033 – Precisamos Falar de Câncer: Projetos Interdisciplinares de Combate à Desinformação e Preconceitos, ligada à Pró-Reitoria de Graduação. “O objetivo desse curso foi trazer para os alunos de várias áreas as diferentes ferramentas que a gente tem para comunicar atividades científicas. Com isso, os alunos acabaram produzindo material que, de uma forma ou de outra, lidava com aspectos da desinformação. Vamos continuar com a segunda edição do curso neste segundo semestre”, anuncia o professor.
“Queremos produzir material para sensibilizar especialmente o público-alvo do ensino médio. A gente aposta muito na noção cada vez mais consolidada de que os jovens são vetores de transformação de hábitos das famílias e a gente quer usar essa estratégia para levar para o âmago das famílias a discussão sobre a importância de prevenção de câncer”, avalia.
O Centro conta, atualmente, com 77 grupos de pesquisadores cadastrados. “Estamos extremamente satisfeitos em perceber como existe competência instalada na USP para pesquisa em câncer. E o nosso objetivo com essa aproximação é que a gente possa estar, e nós estamos, de fato, já fazendo isso, organizando diferentes projetos. Nosso objetivo é promover a aproximação das pessoas e organização de projetos de pesquisa conjuntos, permitindo o aumento da precisão do diagnóstico e, no futuro, a precisão do tratamento de câncer, especialmente nas condições do Sistema Único de Saúde”, destaca Chammas.





