Parceria com a Escola de Comunicações e Artes da USP prevê intercâmbio de conhecimentos, projetos conjuntos e ações voltadas à formação de estudantes

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A Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP firmou no início de junho um convênio com a Agência Pública, agência de jornalismo investigativo. A parceria tem como foco a cooperação técnico-científica, jornalística e cultural, promovendo o intercâmbio de informações, experiências e ações voltadas à formação de estudantes, além da realização de pesquisas, cursos, seminários e projetos de interesse comum.
O convênio é coordenado pelo professor Vitor Blotta, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) da ECA, e pela jornalista Natalia Viana, cofundadora da Agência Pública, e tem duração de 60 meses. Na cerimônia de assinatura, estiveram presentes também a diretora da ECA, professora Clotilde Perez, e o professor Wagner Souza e Silva, chefe do CJE.
Para Natalia Viana, o fortalecimento da relação entre o jornalismo investigativo e a Universidade é um passo importante para a inovação no setor. “O nosso foco é o jornalismo investigativo. Estamos buscando uma aproximação com a academia justamente para fortalecer esse tipo de jornalismo e também a inovação no jornalismo em geral”, afirmou a jornalista.
Fundada em 2011 por Marina Amaral e Natalia Viana, a Agência Pública – nome fantasia do Centro de Jornalismo Investigativo – é uma organização sem fins lucrativos financiada por fundações e campanhas de financiamento coletivo. Seu modelo se assemelha ao de uma agência de notícias: as reportagens produzidas pela equipe são distribuídas gratuitamente e atualmente republicadas por mais de 700 veículos.

Segundo Blotta, já há um plano de trabalho conjunto em andamento. Entre as propostas para o convênio estão a realização de um curso de extensão e a submissão de um projeto à Fapesp voltado a pequenas e médias empresas. Para a diretora Clotilde Perez, a parceria reflete um novo momento vivido pela USP, marcado por uma aproximação mais intensa com a sociedade. “É uma década voltada muito mais para os projetos de extensão. Essa interação, esse trabalho conjunto e partilhado, nunca foi tão relevante quanto neste momento”, destacou.
Natalia participou, no final de março, de uma aula inaugural do curso de Jornalismo da ECA com o título Jornalismo investigativo internacional no século XXI. A palestrante falou sobre seu novo livro: O vazamento: memórias do ano em que o WikiLeaks chacoalhou o mundo, lançado em 2024. Além de sua trajetória pessoal e profissional, a jornalista falou sobre o tempo em que trabalhou ao lado de Julian Assange no WikiLeaks, no episódio que, posteriormente, ficaria conhecido como um dos maiores escândalos de vazamento do mundo. O vídeo da palestra está disponível clicando aqui.
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Texto adaptado de Verônica Reis Cristo, do Laboratório Agência de Comunicação da ECA



