A discussão também se insere em um movimento global de proteção às línguas originárias. A Unesco declarou a década de 2022 a 2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas. Nesse sentido, o professor da FFLCH pretende celebrar os 90 anos do curso de tupi da USP organizando um seminário internacional sobre línguas indígenas clássicas das Américas.
O evento ainda não tem data para acontecer, mas a ideia é reunir representantes de outros países que também têm línguas indígenas clássicas que foram fundamentais na formação nacional. É o caso do guarani, no Paraguai, ainda falado por mais de 5 milhões de pessoas; do quéchua, na Bolívia e no Peru, que remonta a época do Império Inca; e do náhuatl, no México.
“Preservar essas línguas é preservar a diversidade cultural da humanidade, da mesma forma que lutamos para preservar a biodiversidade”, conclui Navarro.
*Estagiária sob supervisão de Silvana Salles



