Além de oportunidades de pesquisa e colaboração na área jurídica, os dirigentes também falaram sobre a possibilidade da criação de um centro internacional de pesquisa da Sociedade Max Planck na Cidade Universitária
Por Erika Yamamoto

No dia 1º de agosto, diretores de institutos ligados à área de direito da Sociedade Max Planck, organização alemã dedicada à pesquisa, visitaram a Universidade e se encontraram com o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior.
Na reunião, o diretor do Instituto de Direito Público Comparado e Direito Internacional, Armin von Bogdandy, o diretor do Instituto de História do Direito e Teoria do Direito, Thomas Duve, e o diretor do Instituto de Estudos de Crime, Segurança e Direito, Ralf Poscher, se reuniram com professores da Faculdade de Direito (FD) da USP para conversar sobre oportunidades de pesquisa conjunta, intercâmbio de pesquisadores e colaboração na área jurídica.
Participaram do encontro os professores da FD Fernando Menezes, Samuel Rodrigues Barbosa, Juliana Krueger Pela, Sheila Neder Cerezetti e Thiago Saddi Tannous.
Outro assunto discutido foi a possibilidade de criar um centro internacional de pesquisa da Sociedade Max Planck na USP.
“A colaboração entre a USP e universidades e institutos alemães já é muito grande, entretanto, gostaríamos de fortalecer ainda mais essa relação estabelecendo uma relação não só entre os pesquisadores, mas também entre as instituições. A ideia é que possamos ter pesquisadores da Alemanha aqui na Universidade, trabalhando junto com nossos alunos, pós-doutorandos e professores”, afirmou o reitor.

A visita também foi uma oportunidade para o assessor de Política de Pesquisa e Relações Externas da Max Planck na América Latina, Tobias Renghart, conhecer melhor a Universidade e preparar a agenda da visita que o presidente da Sociedade Max Planck, Patrick Cramer, deve fazer ao Brasil em outubro.
Para Fernando Menezes, que também é o diretor administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), “iniciativas como esta são de importância estratégica para a consolidação de um novo patamar da internacionalização das atividades de pesquisa das instituições paulistas, aspecto que é fortemente estimulado pela Fapesp”.
Em paralelo a essas discussões, pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) também estão conversando sobre colaboração com um dos institutos Max Planck, no caso, dedicado à biogeoquímica, com aplicações para a arqueologia e a antropologia.
Sociedade Max Planck
Fundada em 1948, a Sociedade Max Planck para a Promoção da Ciência é uma das mais renomadas organizações de pesquisa no mundo, com 31 Prêmios Nobel nas disciplinas de ciências naturais.
Ao lado de cinco institutos no exterior, a Sociedade Max Planck mantém outros 15 centros Max Planck em colaboração com instituições de pesquisa fora da Alemanha, como a Harvard University, nos EUA, a ETH, na Suíça, a University College London, na Inglaterra, e a Universidade de Cape Town, na África do Sul. Além disso, existem dois institutos parceiros em Xangai, na China, e em Buenos Aires, na Argentina.
A cooperação com a América Latina tem se consolidado nos últimos anos e é gerida por meio de uma representação na região. Há também cooperações de longo prazo, como a torre Atto, que faz medições climáticas no Brasil, e o telescópio Apex no Chile.




