Por Isabella Lopes*


Dados colhidos pelo Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo (Seade) indicam que o cenário econômico do Estado de São Paulo é positivo. O Produto Interno Bruto (PIB) — a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por uma região em determinado período — paulista progrediu 1% no primeiro trimestre de 2025 em relação aos três meses anteriores, considerado o ajuste sazonal. Também houve aumento nos campos de maior participação na economia estadual: agropecuária (0,4%), indústria (0,3%) e serviços (0,6%). Quando comparado ao primeiro trimestre do ano anterior, houve avanço de 2,3% no PIB (7,6%; 0,4%; e 3% nos setores citados, respectivamente).
O PIB anual de São Paulo apresentou taxas favoráveis, com 3,4% no agregado geral. Foram mostradas elevações na indústria (2,1%) e nos serviços (3,6%). Entretanto, a agropecuária mostrou recuo de 1,1%. Conforme os números obtidos, a Fundação Seade projeta crescimento de 2% a 2,5% para o Estado, em 2025.
Indicadores
A organização levou em consideração parâmetros para construir sua expectativa. A elevação contínua do déficit da balança comercial paulista, graças ao aumento das importações, demonstra o vigor do meio industrial, o qual se configura como o principal responsável pelas compras externas no Estado. O consumo, apoiado por políticas públicas como o Bolsa Família, é outro influenciador desse índice.
O mercado de trabalho, que registrou bom desempenho no primeiro trimestre de 2025, apresentou expansão de 4% dos empregos com carteira assinada. Essa tendência também foi demonstrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o qual contabilizou 209,6 mil novos postos formais. No mesmo período, as ocupações sem registro recuaram 9,6%.
Pontos de atenção
O Seade aponta que acontecimentos internacionais, bem como mudanças fiscais e tarifárias brasileiras, têm potencial para influenciar os resultados de 2025. A política comercial dos Estados Unidos, por exemplo, que impõe taxas comerciais a diferentes países, dentre eles o Brasil. O direcionamento das práticas estadunidenses, segundo o órgão, coloca-se como “um novo elemento relevante nas tensões geopolíticas”, em especial sobre os BRICS, o conflito em Gaza, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a relação entre a potência e a União Europeia.
No meio nacional, o comportamento da inflação e das decisões monetárias e fiscais geram preocupação, avalia a análise. Mas, diante das atividades econômicas do Brasil, a indústria e o comércio podem demonstrar adaptação em relação às práticas vigentes, como a redução dos estoques.
*Sob supervisão de Cinderela Caldeira
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