Eterovic explica que, desde o início, o projeto foi pensado para alcançar públicos de diferentes idades e escolaridades. A adoção de ícones que representam características anatômicas e comportamentais das serpentes permite uma leitura mais acessível. Seu filho, ainda criança durante o lançamento do primeiro volume, foi a “baliza” para o aperfeiçoamento dos desenhos. “O livro não foi adotado apenas por nossos colegas herpetólogos (especialistas em répteis), mas também por crianças, como material didático.”
A organização visual do conteúdo também abraça leitores de primeira viagem. A classificação das serpentes foge do sistema filogenético, em que os animais são separados por proximidade evolutiva, e adota uma abordagem visual. As cobras, então, são divididas por suas cores e pelos padrões desenhados em suas escamas. “É muito interessante. Ajuda muito quem está tentando identificar um indivíduo, mas não conhece as espécies,” afirma Martins.


