A decisão ocorreu pouco antes da sessão deliberativa marcada para ocorrer remotamente pelo presidente Davi Alcolumbre
7 ago
2025
– 11h42
(atualizado às 11h43)
Resumo
Oposição desocupa o plenário do Senado após 47 horas de ocupação em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, antes de sessão remota presidida por Davi Alcolumbre.
A oposição no Senado decidiu desocupar nesta quinta-feira, 7, o plenário principal da Casa após mais de 47 horas de ocupação em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão ocorreu pouco antes da sessão deliberativa marcada para ocorrer remotamente pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP).
“Estamos neste momento nos retirando da mesa. Estamos desobstruindo e esperamos que a partir de agora possamos discutirmos e trabalharmos as pautas que interessam a todos independente da posição ideológica”, disse o líder da mobilização no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).
Tanto o plenário do Senado quanto o da Câmara dos Deputados estavam obstruídas desde terça-feira, 5. As três principais pautas apresentada pelos parlamentares eram a concessão de anistia total a todos os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, impeachment do ministro Alexandre de Moraese a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina o foro privilegiado para parlamentares.
Nos plenários da Câmara e do Senado, os parlamentares ocuparam a Mesa Diretora e protestaram com esparadrapos colados na boca, como alusão à censura. Diante disso, as sessões da Câmara e do Senado de terça foram canceladas.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), classificou na terça-feira, 5, como “arbitrária, inusitada e alheia aos princípios democráticos” a ocupação das mesas diretoras do Congresso por parlamentares.



