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Arlindo Cruz é velado com festa na Império Serrano; veja – 09/08/2025 – Ilustrada


Até 17h, só se ouvia Ludmilla e o seu “Numanice” nos rádios em frente à Império Serrano, na zona norte do Rio de Janeiro. Até que sintonizaram em “O Show Tem Que Continuar”, e os fãs espremidos na entrada da escola de samba entoaram o clássico de Arlindo Cruz, sambista morto nesta sexta, aos 66 anos, enquanto aguardavam a abertura do velório do músico, às 18h. Em poucos minutos, o espaço começou a lotar.

O gurufim de Arlindo —uma homenagem com música, festa, bebida e dança— acontece na sua escola do coração, que por 11 vezes levou um samba de sua autoria para a avenida e está previsto para virar a madrugada, até 10h do domingo. Depois, às 11h, o sepultamento será no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste da capital fluminense, numa cerimônia restrita a parentes e amigos próximos.

Além das dezenas de fãs, que cantam e batem palmas, acompanhando os atabaques em cânticos de candomblé, foram lá familiares e amigos próximos —como seus filhos Arlindinho e Flora, Regina Casé, Zeca Pagodinho, Hélio de la Peña, Marcelo D2, Marcos Salles, seu biógrafo e a escritora Conceição Evaristo. Alguns deles participaram de uma despedida mais reservada, antes da abertura para o público.

Babi, viúva do músico, chegou por volta das 19h, quando Arlindinho empunhou seu banjo e iniciou o gurufim. Ele e sua filha Maria Helena, neta de Arlindo, entoaram alguns sucessos do sambista, como “O Show Tem que Continuar”, “Meu Lugar” e “O Bem”.

O gurufim, porém, não encobre a dor com alegria —desata o nó da garganta através da música. Em volta da grade, os fãs cantam com olhos marejados e narizes fungando na noite fria do Rio.

Como pedido pela família, a maioria das pessoas veste roupas claras, em sinal de luz, alegria e da energia positiva que o músico espalhou ao longo de sua vida.

O caixão foi posicionado em frente ao palco da quadra, onde foram espalhadas mais de uma dezena de coroas de flores —com mensagens de nomes como o presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva, além da Beija-flor de Nilópolis—, enquanto um telão mostra imagens do sambista. Sobre o caixão, bandeiras da Mocidade, Grande Rio, Império Serrano e do Flamengo.

Arlindo morreu por falência múltiplos dos órgãos. O sambista estava internado no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca. Desde 2017, lidava com as complicações de um acidente vascular cerebral.

Em 2023, Arlindo foi o homenageado da Império Serrano durante o Carnaval. Em um dos carros, havia uma imensa alegoria do artista, tocando banjo e usando uma coroa imperiana, símbolo da escola. O próprio músico participou, acompanhado da família e de uma equipe médica –ele sofreu um acidente vascular cerebral em 2017, que o deixou com graves sequelas.



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