É o que afirma a professora Marisa Midori em sua coluna desta semana. Ela esteve na recente festa de premiação
No último dia 5, foi entregue o Prêmio Jabuti Acadêmico, promovido pela Câmara Brasileira do Livro, a CBL. A professora Marisa Midori foi à premiação e falou sobre o evento em sua coluna desta semana. “Confesso que no ano passado, quando ocorreu a primeira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, eu senti um certo pesar, pois a festa do Jabuti, como eu sempre gostei de dizer, era uma festa para todos os autores, profissionais da edição e leitores de modo geral. Eu me lembro que nos anos passados, quando o prêmio acontecia na Sala São Paulo, havia uma fila enorme de gente à espera para entrar. E aquilo tudo era muito bonito, porque testemunhava a força do mercado editorial brasileiro”, contou a professora. “Mas tudo muda. O Prêmio Jabuti mudou e, agora, temos o Jabuti Acadêmico. E eu vejo nas duas versões uma transformação rápida, que acompanha o que temos observado na sociedade brasileira e no mundo. De um lado, um movimento ultraconservador que tenta calar as diferenças; de outro, uma onda poderosa que luta pela diversidade”, avaliou Marisa Midori.
Segundo ela, essa diversidade – de várias formas – esteve representada nesta nova edição do Jabuti Acadêmico. “O que vi nesta semana de premiação foi uma diversidade enorme de editoras. A presença das editoras universitárias, claro, mas também de editoras independentes, em grande número. Também vi uma diversidade regional muito grande, quer dizer, em todas as categorias era flagrante a presença de diferentes regiões do País, embora os temas me parecessem abraçar questões nacionais prementes, relacionadas à sustentabilidade, a representações de gênero, raça, classes sociais”, explicou a professora. “Ao mesmo tempo, duas homenagens abraçaram o Brasil, de norte a sul, de leste a oeste: uma homenagem ao 50 anos da obra de Antônio Joaquim Severino, Metodologia do Trabalho Científico, editada pelo meu querido e saudoso Cortez. E uma homenagem ao grande sociólogo brasileiro José de Souza Martins, cuja voz em nome do trabalhador, do camponês e do operário, mas também em favor da ciência e da poesia, certamente cobriu os quatro cantos do nosso país e do mundo”, concluiu a colunista.
Bibliomania
A coluna Bibliomania, com a professora Marisa Midori, vai ao ar quinzenalmente, sexta-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9 ) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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