Nos dias 7 e 8 de agosto, o Campus Fernando Costa, em Pirassununga, sediou o 10º Congresso de Graduação da USP, que teve como tema Graduação 6.0: inovação, integração e inclusão. O encontro reuniu docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes para debater desafios e caminhos para a formação de profissionais diante das transformações tecnológicas e sociais.
A programação incluiu mesas-redondas, apresentação de trabalhos e discussões sobre currículo, metodologias ativas, avaliação e integração com a pós-graduação e a extensão. Foram dois dias de atividades que buscaram refletir sobre a modernização do ensino, a incorporação de novas tecnologias e a construção de uma universidade mais inclusiva, conectada às demandas da sociedade e às tendências internacionais da educação superior.
No dia 8, o pró-reitor de Graduação Aluisio Augusto Cotrim Segurado, a vice-reitora Maria Arminda do Nascimento Arruda e o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior participaram de plenária em que destacaram diferentes aspectos do fortalecimento da graduação na USP.
O pró-reitor destacou a evolução do evento e o apoio da Reitoria às ações da Pró-Reitoria de Graduação desde 2022. “Temos observado uma participação crescente de estudantes nas discussões sobre sua trajetória de formação. Só pudemos avançar porque contamos com o apoio incondicional dos diretores e diretoras das nossas 43 unidades e da Reitoria, que distribuiu R$ 230 milhões para apoiar planos de aprimoramento do ensino de graduação, um investimento inusitado em uma atividade-fim da Universidade”, afirmou.
A vice-reitora ressaltou a importância do encontro no contexto atual. “Formar novas gerações impõe desafios suplementares. Este congresso, já institucionalizado, reafirma o compromisso da USP com uma formação qualificada e de alto padrão. Fiquei muito impressionada com a adesão das comissões às políticas de renovação da graduação”, disse.
O reitor iniciou sua fala enfatizando que a graduação é a principal forma pela qual a sociedade reconhece a USP: “É pela qualidade dos nossos formados, embaixadores da Universidade, que recebemos o reconhecimento social. Desde o início da gestão, priorizamos a graduação, incentivando revisões curriculares, mudanças nas salas de aula e novas formas de ensino.”
Ele explicou que a avaliação docente passou a incluir critérios relacionados à graduação: “Inserimos a graduação na avaliação de docentes, para que todos os professores, independentemente de estarem mais voltados para a pós-graduação ou a pesquisa, estejam envolvidos também com a formação dos alunos de graduação”.
Ao tratar da renovação do corpo docente, o reitor ressaltou que o sucesso da nova geração de professores será determinante para a USP. “Estamos contratando muitos professores jovens. O sucesso desses jovens docentes será o sucesso da USP. Por isso, precisamos criar condições para que eles possam inovar, contribuir com a graduação e se desenvolver academicamente”, considerou.
O reitor também relacionou o fortalecimento da graduação à integração com outras atividades acadêmicas. “A graduação não está isolada. Ela precisa estar vinculada à pesquisa, à extensão, à internacionalização e à inovação. O aluno deve sentir que o que aprende em sala de aula tem conexão direta com projetos, estágios, pesquisas e atividades que ultrapassam os muros da universidade. A graduação é ‘o cartão de visitas’ da USP. Quando um egresso se destaca, ele carrega o nome da USP com ele. É assim que a sociedade mede a nossa contribuição”, avaliou.
Carlotti encerrou destacando que a formação dos estudantes precisa acompanhar as transformações do mundo. “Estamos em um momento de mudanças tecnológicas e sociais rápidas. Cabe à Universidade preparar profissionais capazes de se adaptar, inovar e liderar, sem perder o compromisso com a qualidade e a responsabilidade social”, concluiu.


