terça-feira, março 17, 2026
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Faculdade de Direito da USP realiza cerimônia de diplomação póstuma de alunos mortos pela ditadura – Jornal da USP


A pró-reitora de Inclusão e Pertencimento, Ana Lúcia Duarte Lanna, destacou a importância da memória como mobilizadora para o presente na construção do futuro: “Ela é um ato de cultura, de política e de resistência e tem sido muito importante para que a Universidade reconheça a dimensão que esses assassinatos produziram na interrupção da carreira dos seus estudantes.”

A Faculdade de Direito é a nona unidade da USP a homenagear seus estudantes mortos pela ditadura militar no Brasil. “A Universidade reconhece, formal e institucionalmente, a conclusão da graduação desses estudantes. Esses diplomas formalizam como se, de fato, Arno Preis e João Leonardo tivessem concluído sua graduação. Isso, para nós, tem um ato de legalidade democrática e de reafirmação da potência da memória e do nosso compromisso com o futuro do país”, completou Ana Lanna. 

O pró-reitor de Graduação, Aluísio Segurado, salientou a relevância da instituição no movimento de resistência: “A Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ao longo de sua história, destaca-se por ter se tornado muito além de um espaço acadêmico de excelência na formação de profissionais para o mundo jurídico, constituindo-se, também, como um território simbólico da resistência democrática”. 

A iniciativa de Diplomação da Resistência foi lançada em dezembro de 2023 e, desde então, já homenageou 29 dos 32 estudantes assassinados. “Arno e João Leonardo tiveram seus sonhos e projetos de vida prematuramente interrompidos, vítimas da arbitrariedade e violência perpetrados pelo regime ditatorial que assumiu o poder no Brasil há pouco mais de 60 anos. A violência que resultou de forma extrema na perda prematura de suas vidas e de outros 32 jovens estudantes da USP, em decorrência de suas convicções políticas e de sua militância no movimento estudantil da nossa Universidade, é inaceitável”, lamentou Segurado. 



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