terça-feira, março 17, 2026
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Uso excessivo de celulares e ascensão das redes sociais contribuem para a violência escolar – Jornal da USP


Especialistas discutem fatores que levam a ataques violentos em escolas, principalmente entre os jovens

Fotomontagem na qual se vê um grupo de jovens atentos a seus respectivos celulares - uns estão sentados e outros, de pé
As redes sociais estigmatizam determinados padrões, o que traz aos jovens dificuldades de lidar e aceitar o diferente – Foto: Freepik
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O ambiente escolar, que deveria ser imune a situações de violência, infelizmente está cada vez mais suscetível a esse fenômeno. Os casos acontecem não apenas na forma de ataques de violência extrema, mas também dentro da própria comunidade escolar. Para abordar as causas desses episódios, o USP Analisa desta quinta (14) conversa com os pesquisadores Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave e Samia Mercado Alvarenga, que atuam no Laboratório de Estudos e Pesquisas em Economia Social da USP em Ribeirão Preto.

A tecnologia

Luiz Guilherme Dácar da Silva Scorzafave – Foto: Divulgação/FEARP

Para Scorzafave, o aumento do uso de redes sociais pelos jovens tem relação com os ataques de violência extrema, que passaram a ser registrados no País a partir de 2002. “Os estudos que têm saído recentemente mostram que fatores como a criação de comunidades, muitas vezes virtuais, em que as pessoas anonimamente conseguem se engajar e ser escutadas por grupos que têm o mesmo tipo de pensamento, acabam estimulando esse tipo de ato”, explica ele.

Segundo o pesquisador, em geral, os responsáveis pelos ataques passaram por situações de sofrimento – como bullying, brigas, exclusão e rejeição – durante a infância e adolescência dentro da própria escola. “É algo que fica muito marcado na pessoa e ela acaba usando a escola como um alvo, como uma uma vingança por todo aquele sofrimento que a escola causou”, afirma Scorzafave.

As redes

Samia Mercado Alvarenga – Foto: ppge.ufs

Samia destaca ainda que as redes sociais estigmatizam determinados padrões, o que traz aos jovens dificuldades de lidar e aceitar o diferente. Além disso, para a pesquisadora,  a polarização política pela qual o País tem passado nos últimos anos e a disseminação de discursos de ódio também contribuíram para um acirramento das agressões. “A escola precisa preparar o aluno para sociabilizar também. Não é só para fazer as provas, ele precisa resolver os conflitos, ele precisa aceitar o diferente e conviver com o diferente de forma pacífica. E talvez a gente esteja negligenciando um pouco essa parte”, afirma ela.

O USP Analisa é quinzenal e leva ao ar pela Rádio USP às quintas-feiras, às 16h40, um pequeno trecho do podcast de mesmo nome, que pode ser acessado na íntegra nas principais plataformas de podcast.

O programa é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o USP Analisa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal no Telegram ou em nosso grupo no WhatsApp.


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar no ar veiculado pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 14h, 15h, 16h40 e às 18h. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular. 



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