João Paulo Lotufo volta a advertir sobre os riscos do vício do cigarro eletrônico, mencionando ainda um novo produto da indústria tabaqueira: a nicotina sintética
Depois do Dia Internacional sem Tabaco, comemorado em maio passado, comemorou-se, no último dia 29, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, justamente num momento em que cresce a preocupação com o tema no Brasil e no mundo. Na abertura de sua coluna, João Paulo Lotufo cita um colega médico, que disse que a indústria do fumo sempre se reinventa para manter os usuários dependentes – com isso, criando cada vez novos produtos, como comprova agora o surgimento da nicotina sintética. “Na verdade, ela é uma nicotina que gruda mais nos centros receptores de nicotina, causando uma dependência muito rápida e muito mais elevada”, adverte o médico pediatra. “A nossa capacidade de pesquisa e de avaliação de risco é mais lenta. Isso dá uma brecha para que a indústria coloque esses produtos no mercado.”
O resultado de todo esse processo, diz ele, é o de uma maior dependência e o de doenças aparecendo mais precocemente. “Já tivemos meninas de 15 anos morrendo de insuficiência respiratória e já tivemos também retirada de pulmão em alguns adolescentes e até casos de transplante pulmonar, porque a gente sabe que os sabores, os famosos sabores, causam uma pneumonia gordurosa extremamente lesiva para o pulmão. O pulmão não aceita fumaça e o pulmão não aceita gordura. Temos que relembrar que os nossos jovens, inadvertidamente, estão aumentando o consumo de cigarros eletrônicos e também cigarros normal.”
João Paulo Lotufo dá sequência à sua cruzada de combate ao fumo e outras drogas em Lajeado (RS), onde se encontra esta semana para transmitir aos estudantes, pais e professores um pouco de sua experiência em seu trabalho de prevenção, principalmente em relação ao cigarro eletrônico.
Dr. Bartô e os Doutores da Saúde
A coluna Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, com o professor João Paulo Lotufo, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 ; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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