Milhares de fiéis participaram neste domingo (7), no Vaticano, da cerimônia de canonização de Carlo Acutis, presidida pelo Papa Leão XIV. O jovem italiano, falecido em 2006, tornou-se o primeiro millennial a ser oficialmente declarado santo pela Igreja Católica — após a confirmação de milagres atribuídos a ele, incluindo um ocorrido no Brasil.
7 set
2025
– 05h57
(atualizado às 06h00)
Milhares de fiéis participaram neste domingo (7), no Vaticano, da cerimônia de canonização de Carlo Acutis, presidida pelo Papa Leão XIV. O jovem italiano, falecido em 2006, tornou-se o primeiro millennial a ser oficialmente declarado santo pela Igreja Católica — após a confirmação de milagres atribuídos a ele, incluindo um ocorrido no Brasil.
Gina Marques, correspondente da RFI no Vaticano.
Durante uma missa solene, o papa americano pronunciou a fórmula latina que confirmava a canonização de Carlo Acutis e do estudante Pier Giorgio Frassati (1901-1925), recebida com aplausos pelos fiéis reunidos na Praça de São Pedro.
A celebração teve um significado especial: marcou as primeiras canonizações do pontificado de Leão XIV e consagrou Carlo Acutis como santo, o mais jovem beato dos tempos modernos. Conhecido como o “santo millennial”, “padroeiro da internet” e até “influenciador de Deus”, Acutis era um adolescente apaixonado por tecnologia e profundamente devoto.
Carlo faleceu aos 15 anos, vítima de leucemia, em 2006. Seu primeiro milagre reconhecido pela Igreja ocorreu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Em 2013, o menino Matheus Vianna, então com três anos, foi diagnosticado com pâncreas anular — uma rara malformação congênita. Após tocar uma relíquia de Acutis, Matheus se recuperou de forma inexplicável.
Um segundo milagre, também validado pelo Vaticano, envolveu a cura de Valéria Valverde, uma jovem da Costa Rica residente em Florença, na Itália.
Além de Carlo Acutis, outro jovem italiano foi canonizado na mesma cerimônia: Pier Giorgio Frassati, que morreu em 1925 aos 24 anos. Frassati dedicou sua vida à justiça social e à caridade.
A canonização de ambos reflete a intenção da Igreja Católica em se aproximar dos jovens, que se identificam mais facilmente com a vida moderna que com o quotidiano austero dos mártires da Idade Média.


