Pesquisa da USP, em parceria com outras instituições, revela que em provas curtas de ciclismo simulando altitude a queda de rendimento é igual entre os sexos
Um estudo da Escola de Educação Física e Esporte da USP, em parceria com pesquisadores do Canadá e de outras universidades brasileiras, investigou se homens e mulheres respondem de forma diferente ao exercício em condições de menor oxigenação, simulando altitude de 2.700 m.
Participaram 17 ciclistas (nove homens e oito mulheres), submetidos a testes de 4 km contra o relógio em ar normal e em ar rarefeito. Foram avaliados desempenho, fadiga muscular, atividade elétrica dos músculos e percepção de esforço.
Os resultados mostraram que tanto homens quanto mulheres tiveram queda semelhante de 10% a 12% no desempenho, além de indicadores de fadiga e cansaço equivalentes. Embora os homens tenham tido tempos absolutos melhores, o impacto da hipóxia foi proporcional em ambos os sexos.
A pesquisa indica que, em provas de curta duração e ritmo autorregulado, o sexo biológico não influencia significativamente na resposta à baixa oxigenação, permitindo estratégias de treino semelhantes. Porém, os autores ressaltam a necessidade de novos estudos com atletas de elite, em altitudes maiores e provas mais longas.
Ciência e Esporte
A coluna Ciência e Esporte, com o professor Bruno Bedo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.
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