sábado, maio 16, 2026
HomeSaúde física e emocionalFaculdade de Direito de Ribeirão Preto inaugura Núcleo de Práticas Jurídicas –...

Faculdade de Direito de Ribeirão Preto inaugura Núcleo de Práticas Jurídicas – Jornal da USP


Espaço serve à formação acadêmica e oferece assistência jurídica a cerca de 1800 pessoas por ano. Além do NPJ, autoridades inauguraram Monumento à Juventude Negra e Memorial às Vítimas da Ditadura

Por

Professor Carlos Gilberto Carlotti Junior discursa durante evento na FDRP – Foto:: Vladimir Tasca/SCS

No dia 11 de setembro, o reitor da Universidade de São Paulo (USP), professor Carlos Gilberto Carlotti Junior, esteve na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP cumprindo extensa programação com atividades acadêmicas, apresentações culturais e inaugurações de espaços voltados à memória e à diversidade.

Destaque entre as inaugurações, ainda no período da manhã Carlotti participou da entrega do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da FDRP, um centro de prestação de assistência jurídica gratuita à comunidade que combina atividades práticas para estudantes de direito e o Estágio Curricular Obrigatório (ECO) da Unidade da USP em Ribeirão Preto. Para o reitor, o oferecimento de aprendizado fora da sala de aula é importante e o novo espaço do NPJ deve garantir aos alunos “uma interação com a defensoria, sistema judiciário, entre outros”.

Diretor da FDRP, o professor Nuno Manuel Morgadinho dos Santos Coelho, afirma que o objetivo do NPJ é atender pelo menos 1.800 pessoas por ano gratuitamente. “Além das clínicas de direitos humanos que atuarão em frentes especializadas, como moradia, equidade racial e de gênero, pessoas migrantes e direitos LGBTQIA+”, acrescentou o diretor.

Parceira da USP na disponibilização do serviço à população, a prefeitura municipal de Ribeirão Preto participou do evento com a presença do prefeito municipal Ricardo Silva a quem o professor Coelho agradeceu o apoio, incluindo também o deputado estadual Rafael Silva. Lembrou também que “foi imprescindível o apoio da Fundação para o Desenvolvimento do Ensino e da Pesquisa do Direito (FADEP), tornando possível a operacionalização para nós abrirmos essas três casas [3,4 e 5]”, ressaltou.

Já a coordenadora do NPJ, a professora Júlia Azevedo Moretti lembrou dos esforços dos gestores que os antecederam para que “o sonho de uma universidade mais inclusiva, aberta, ciente da sua responsabilidade social, se tornasse realidade”. Segundo a professora, esses esforços ajudaram a “plantar novos sonhos para atendimentos individuais no nosso convênio, mas além disso, projetos que atendam de forma coletiva, extrajudicial e que de fato façam aquilo que devemos em termos de educação, direitos humanos”. Lembra ainda que não basta apenas inaugurar o núcleo mas formar juristas e cidadãos responsáveis com a realidade social.

Monumento à juventude negra e memorial às vítimas da ditadura

Ainda na programação da manhã, as autoridades inauguraram o Monumento à Juventude Negra na USP no pórtico da Faculdade. O monumento, fruto de debates e mobilização universitária, foi apresentando como um marco de reflexão sobre as desigualdades raciais no Brasil e sobre a importância da memória como ferramenta de transformação. Para o artista plástico e autor da obra Jorge dos Anjos, a instalação do monumento foi muito importante “porque fala também da minha história; e quando eu falo isso não estou falando apenas da minha história pessoal, mas sim da maior parte da população brasileira”.

Monumento à Juventude Negra da USP – Foto: Vladimir Tasca/SCS

Mais atividades culturais e acadêmicas seguiram no período da tarde com a oficina Alquimia dos Sonhos, as aulas públicas Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Vai à Faculdade e Justiça, África e Ancestralidade: Cultura do Império de Mali e a Carga Magna da África. Para encerrar a programação, foi inaugurado o painel Memorial às Vítimas da Ditadura no Campus homenageando estudantes, professores e funcionários atingidos pela repressão militar. O painel, segundo os organizadores do evento, faz parte de um esforço coletivo para preservar a memória da resistência democrática e valorizar a trajetória de pessoas que pagaram com a vida ou tiveram suas carreiras interrompidas pela violência de Estado.

*Estagiária sob supervisão de Rose Talamone

 

 



Fonte