terça-feira, março 17, 2026
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A nova desordem mundial é o tema do “USP Pensa Brasil” 2025 – Jornal da USP


A idealizadora e coordenadora geral do USP Pensa Brasil, Maria Arminda do Nascimento Arruda, relembra como surgiu a ideia de criação do evento, o qual foi uma adaptação de um projeto pensado quando ela era diretora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, de 2016 a 2020.

Quando se tornou vice-reitora, conta Maria Arminda, o apoio do reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior foi decisivo para promover o programa, como uma forma de inserir a USP na agenda pública. Sendo assim, as temáticas do evento, desde sua primeira edição até a deste ano, estão conectadas com o enfrentamento dos problemas fundamentais que permeiam o modo de vida das sociedades contemporâneas.

A primeira edição aconteceu em 2002. Concebido a partir da organização de um seminário de mesmo nome, que teve como tema central, naquele ano, Como Pensar o Brasil no Século 21?, o evento congregou muitas outras atividades ligadas à reflexão sobre a Universidade e o País. 

Num ano tão simbólico e um dos mais desafiadores da história recente do País, o evento concentrou também a produção da USP sobre o bicentenário da Independência e o centenário da Semana de Arte Moderna. “Um momento agônico da sociedade brasileira, no qual não sabíamos os rumos que a sociedade brasileira iria tomar. Por isso, o tema tinha uma pergunta pensando o século 21 como um século de transformações”, destaca Maria Arminda.

Após uma disputa acirrada nas eleições presidenciais realizadas no final de 2022 e os ataques ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, ocorridos em 8 de janeiro de 2023, a sociedade ficou cada vez mais dividida. Sendo assim, na segunda edição, entre 1º e 6 de outubro de 2023, o tema foi A produção do comum em uma sociedade fraturada, que teve como proposta discutir o conceito de “comum” e refletir sobre sua aplicação na realidade brasileira. 

Na ocasião, foram apresentadas as dimensões políticas, sociais e culturais que envolvem a construção do comum, considerando a diversidade cultural e a desigualdade social presentes na sociedade brasileira; foi analisado o papel das políticas públicas, dos movimentos sociais e da participação cidadã na criação do comum; e também foram discutidos os desafios para a efetivação do comum no contexto atual do País, considerando a crise política, econômica e social.

COP 30 e os desafios para o Brasil foi o tema do evento em 2024, no qual foram discutidas questões ligadas ao meio ambiente e à Cúpula Climática da Organização das Nações Unidas (COP) 30, que será realizada em novembro deste ano, na cidade de Belém, no Pará. Segundo Maria Arminda, discutir a questão ambiental foi “uma tentativa de encontrar uma pauta comum, que é importantíssima para o Brasil e também para o mundo”.

 



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