Graduanda da Escola de Engenharia de Lorena da USP se destacou no evento “TAPPI Nano Conference 2025” com pesquisa sobre alternativas sustentáveis para a produção de nanocristais de celulose, visando materiais com diferentes aplicações

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Aluna de graduação em Engenharia Bioquímica da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) da USP, Laura Lis alcançou o primeiro lugar na competição de pôsteres científicos do TAPPI Nano Conference 2025 – International Conference on Nanotechnology for Renewable Materials, o maior congresso internacional na área de nanotecnologia de celulose, realizado em Girona, na Espanha. Lis foi a única mulher no pódio e a única aluna de graduação entre os premiados, competindo com pós-graduandos e profissionais de vários países. Além do reconhecimento acadêmico, o prêmio foi acompanhado por um valor em dinheiro de US$ 1.500.
O pôster de Laura está relacionado à sua pesquisa de iniciação científica Mechanical pretreatment as a determinant step in enzymatic cellulose nanosphere production, orientada pelo professor Valdeir Arantes, do Laboratório de Bionanotecnologia Aplicada do Departamento de Biotecnologia da EEL, com apoio técnico-científico da doutoranda Isabella Dias, e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Sua pesquisa consiste na produção de nanocristais de celulose utilizando uma rota tecnológica com o objetivo de encontrar uma alternativa sustentável e propriedades customizadas para produção de materiais com diferentes aplicações.
“Foi um projeto bem interessante e importante que foi feito na área da produção de nanocelulose. O estudo mais que triplicou a produtividade da produção de nanoesferas de celulose (CNS) ao avaliar a influência de quatro fatores de produção: grau de desfibrilação, tempo de hidrólise, carga enzimática e teor de sólidos”, explicou Lis à Agência Fapesp. “Com isso foi possível fazer a otimização do processo de produção das CNS. No laboratório trabalhamos com uma rota verde para produção de CNS: hidrólise enzimática.”
Atualmente, a aluna da EEL está realizando uma pesquisa no Henry Royce Institute (Reino Unido), com bolsa da Fapesp. “Ao retornar ao Brasil, seguirei desenvolvendo minha pesquisa no Laboratório de Bionanotecnologia Aplicada”, comenta.
Laura acredita que a conquista pode destacar o impacto da internacionalização proporcionada pelo financiamento de agência de fomento à pesquisa, além de inspirar outros estudantes de iniciação científica a acreditar em seu potencial. “Também considero importante ressaltar a relevância da presença feminina na engenharia e na ciência, uma bandeira que levo sempre comigo”, destaca Lis.
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Texto adaptado da Agência Fapesp.


