Eduardo Rocha se concentra em seu comentário na doação da córnea – ao contrário de outros órgãos, ela não depende que o coração pare de bater para ser efetuada
Aproveitando o mês corrente, Eduardo Rocha trata em sua coluna do Setembro Verde, cujo objetivo é estimular a doação de órgãos – neste caso específico, a doação de córnea. Segundo ele, pouco mais de 30 mil pessoas esperam por um transplante de córnea, e a espera é de mais de um ano após a constatação do problema e da viabilidade. “Observamos que aumentar de 3% para 10% ou 15 % o número de doadores entre os falecidos irá melhorar muito o desempenho dos transplantes e diminuir a espera, fazendo a reabilitação visual ser mais rápida e efetiva.”
Rocha lembra que, apesar de alguns órgãos só poderem ser viáveis para doação após a morte completa do cérebro, mas ainda com o coração batendo, o mesmo já não acontece com a córnea, que pode ser doada mesmo após a parada completa daquele, desde que em um intervalo máximo de 12 horas após a parada cardíaca. “Muitas vezes, os bancos de olhos não são avisados de um óbito e, muitas outras vezes, as famílias abordadas afirmam não saber do desejo da pessoa falecida de ser ou não doador […] A capacidade de melhorar os números da doação de córnea e chegar a taxas como de países europeus e EUA, que têm em média o dobro de doações em relação à população total, permitirá ao Brasil reabilitar a visão de mais pessoas, desde muito jovens a adultos, mais rapidamente, restaurando a autonomia e bem-estar dessas pessoas. O País está pronto, a população e o sistema de saúde são capazes de melhorar esse trabalho e a campanha do Setembro Verde tem o objetivo de levar essa mensagem”, atesta Rocha.
Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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