A visita começa já no andar térreo do MAC. Na área externa, à entrada, estão colocados cinco vasos com amoreiras plantadas. Eles compõem a obra Amoreiras (2010), que faz parte do acervo do museu. Nos vasos estão instalados microfones e sensores que captam os ruídos e a poluição sonora do ambiente. Além disso, em cada um deles há câmeras viradas para o céu, que transmitem em vídeo, ao vivo, os movimentos das folhas para monitores dispostos na sala da exposição.
Os sensores das amoreiras acumulam todas as variações sonoras captadas. A partir desse acúmulo, as próteses motorizadas presentes na base de cada vaso vibram, em diálogo com esses fatores. Às vezes, o balançar dos galhos, observado nos monitores, é resultado do vento natural, outras vezes, das vibrações provocadas artificialmente.
Desertesejo (2000/2025) é destaque na mostra. A obra, que pertence ao acervo do MAC e ao Itaú Cultural, é um ambiente virtual multiusuário. Quase como em um videogame, o visitante pode escolher entrar na realidade virtual através do joystick ou dos óculos VR e ser completamente imerso. Existem diferentes mundos navegáveis por inúmeras rotas: Ouro, Viridis e Plumas, cada um com suas paisagens e especificidades. O visitante assume a perspectiva de uma cobra, uma onça ou uma águia, o que define de que forma ele experienciará esses mundos. Em Plumas, é possível cruzar com outros participantes no ambiente virtual, que aparecem como pinturas rupestres.



