Publicação disponível para download gratuito é resultado do trabalho de estudantes de graduação na disciplina de Ecologia das Populações na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP

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Direcionado ao público infantil, o livro Douradinho: uma aventura piracicabana usa o peixe Dourado (Salminus brasiliensis), símbolo do Rio Piracicaba, para narrar uma história sobre o impacto da poluição nas populações de espécies inter-relacionadas ao ecossistema do rio. A obra foi lançada no dia 18 de setembro pela Editora Fealq, com distribuição de 192 exemplares para as bibliotecas das escolas da rede municipal de Piracicaba, e está disponível para download gratuito neste link.
“Através da jornada do personagem, buscamos ensinar de forma acessível e sensível a importância de cada espécie no equilíbrio ecológico, além de promover o respeito à vida aquática e aos recursos naturais”, destaca o professor Giuliano Maselli Locosselli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), coordenador da iniciativa do livro. A ideia de desenvolver uma obra que envolvesse conceitos ligados à ecologia de populações nasceu nas aulas de disciplina com o mesmo título ministradas pelo professor Locosselli no Cena e na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.
A partir de um projeto de divulgação científica e extensão universitária, com alunos da disciplina, se optou pela criação de um livro que apresentasse esses conceitos para um público específico. “A opção do grupo de alunos autores foi por direcionar a produção ao público infantojuvenil, reconhecendo a importância de cultivar desde cedo uma consciência sustentável, sólida e empática”, ressaltam os autores da obra. Compõem o grupo de autores, os estudantes de graduação Amanda Cristine Tiengo, Amanda Oliveira Jorge, Beatriz Schepácz Coelho, Rafael Esgobi de Sousa Costa, João Pedro Carvalho e Moniki Silveira Andreoni.
A história é ambientada na cidade de Piracicaba, perto de um rio com “peixe à beça”. O protagonista é Douradinho, um peixe-dourado, que vivia feliz em seu ecossistema. O crescimento da cidade ao redor do rio trouxe mudanças dramáticas: a água ficou cheia de poluição, causando “terríveis dores” e impedindo os seres do rio de respirar. Em busca de respostas, Douradinho visitou sua avó no hospital e soube, pelo médico Lambi, um lambari, que a destruição era causada pelo lixo de pessoas e indústrias. Com a ajuda de Lilu, a libélula, Douradinho procurou Dona Rosa, o sábio jequitibá-rosa. Dona Rosa explicou que a chegada do homem e o avanço urbano resultaram em queimadas, poluição e desmatamento, eliminando a diversidade e o ar puro e levando [o meio ambiente] a um destino “quente, seco e cruel”.

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Para entender as consequências, Lilu levou Douradinho ao biólogo Antônio, que confirmou que “matar, poluir e destruir o ecossistema” geraria um “grande problema”. Antônio explicou a importância das relações ecológicas e de conceitos como a capacidade suporte (quantidade de vida sustentável pelos recursos), o nicho ecológico (função e lugar de cada ser) e como a poluição impede a reprodução dos peixes. Ele também destacou que a falta de recursos leva ao desequilíbrio na competição e a remoção de espécies gera o desequilíbrio na predação.
A obra usa Douradinho como símbolo para despertar a responsabilidade na preservação e conclui que, para salvar a natureza, é necessário conscientizar a população. O livro convida o leitor a acompanhar essa aventura para descobrir as causas e consequências da modificação de um ecossistema. No final, o leitor ainda tem acesso, por meio de um QRCode, a atividades educativas com os personagens do livro.
A editoração da obra Douradinho: uma aventura piracicabana contou com o financiamento do Programa de Apoios da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), na linha Interesse da Comunidade.
O livro está disponível para download gratuito no site da fundação neste link.
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Com informações da Assessoria de Comunicação da Fealq


