Encerrando a programação do dia, às 19h, será realizado o seminário Ciência sob ataque. A discussão abordará como governos e grupos políticos contestam o conhecimento científico, questionando sua legitimidade, financiamento e impacto social. Também serão debatidos o papel das redes sociais na difusão da desinformação e os desafios enfrentados por cientistas na defesa da autonomia acadêmica, pensando em estratégias para fortalecer a credibilidade da ciência no contexto atual de crescente polarização.
Para a defesa da ciência, foi escalado um time de especialistas cujo trabalho no cotidiano é lutar e pensar em estratégias públicas para a valorização e a divulgação da ciência.
O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Carlos Pacheco foi secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia e presidente do Conselho de Administração da Financiadora de Estudos e Projetos– Finep (1999-2002); secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico de São Paulo (2007); reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (2011-2015); diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (2015-2016); e diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (2016-2025).
A socióloga e pesquisadora Nísia Trindade ingressou em 1987 como pesquisadora na Casa de Oswaldo Cruz – que faz parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)–, onde exerceu os cargos de chefe do Departamento de Pesquisa, vice-diretora e diretora (1998-2005). Depois, foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Fiocruz (2017-2022), período em que coordenou ações significativas no enfrentamento da pandemia de covid-19, incluindo a produção de vacinas. É membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia Mundial de Ciências (TWAS). Foi ministra da Saúde (2023-2025), sendo a primeira mulher a chefiar a pasta.
O professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Saldiva, é médico patologista. Há mais de 35 anos, pesquisa os efeitos da poluição do ar ambiente na saúde, incluindo estudos experimentais, epidemiológicos e clínicos. Mais recentemente, tem se dedicado a estudos sobre os efeitos do clima e das emissões de queimadas sobre a saúde humana. É membro da Academia Nacional de Medicina, da ABC e da TWAS, na categoria Ciências Médicas e da Saúde, e foi diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP (2016-2020).
O mediador é o jornalista Marcelo Leite, colunista de Ciência e Ambiente da Folha de S.Paulo, onde foi também editor de Ciência, Opinião e Internacional, ombudsman e correspondente em Berlim. Formou-se em Jornalismo na USP e fez doutorado em Ciências Sociais pela Unicamp. Foi Nieman Fellow da Universidade Harvard e Knight-Wallace Fellow na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.


