domingo, maio 17, 2026
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Hidrogênio de Baixo Carbono tem opção em cores para o Brasil – Jornal da USP


Cinza, verde, azul, turquesa, cada cor apresenta características de produção de hidrogênio com baixas emissões de gases do efeito estufa

chapéu energia sustentável

A foto é de um tubo de descarga de hidrogênio
Tubo de descarga de hidrogênio, elemento fundamental para a descarbonização global – Foto: Alchemist-hp/Wikimedia
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O hidrogênio (H2) é apontado como um vetor energético fundamental para a descarbonização global, especialmente em setores como a indústria e o transporte pesado. Contudo, seu impacto climático depende inteiramente de como ele é produzido. As cores ajudam a identificar cada tipo de produção. É sobre isso e o papel do Brasil na produção de Hidrogênio de Baixo Carbono que a Série Energia desta semana vai analisar. 

Fernando de Lima Caneppele – Foto: Arquivo Pessoal

Atualmente, a vasta maioria do hidrogênio consumido no mundo é o cinza, obtido a partir do gás natural em um processo que emite grandes quantidades de dióxido de carbono. Para o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga (SP), a transição para uma economia de baixo carbono exige rotas mais limpas. “No episódio de hoje vamos desmistificar as principais alternativas de baixo carbono e o potencial de cada uma para o Brasil.”

A rota mais celebrada é o Hidrogênio Verde (H2V), obtido através da eletrólise da água, um processo que utiliza eletricidade para separar as moléculas de hidrogênio e oxigênio. Sua “cor” verde vem do fato de que a eletricidade utilizada é 100% proveniente de fontes renováveis, como a solar e a eólica, resultando em uma pegada de carbono quase nula.

Como uma alternativa, surge o Hidrogênio Azul (H2A), que parte do mesmo processo do hidrogênio cinza mas com uma diferença: ela acopla sistemas de Captura, Utilização e Armazenamento de Carbono (CCUS). Segundo o professor, uma rota mais emergente é o Hidrogênio Turquesa, também produzido a partir do gás natural, mas através da pirólise do metano, um processo inovador que decompõe o gás em hidrogênio e carbono sólido evitando a emissão de CO2. 

Após explicar cada tipo de produção, Caneppele explica as possibilidades de cada uma delas para o Brasil. Segundo ele, o debate é estratégico. 

A Série Energia tem apresentação do professor Caneppele que coproduz com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Você pode sintonizar a emissora em FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS. 



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