A redução no número de inscritos no CadÚnico foi de 6% em relação ao ano passado, já o Bolsa Família atendeu 292 mil a menos em 2025 do que no ano anterior
Por *Breno Marino


Os programas de transferência de renda no Estado de São Paulo possuem enorme alcance e importância. De acordo com pesquisa realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em maio de 2025 havia no País 95 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais, o CadÚnico. O sistema reúne informações sobre as famílias brasileiras menos favorecidas, subsidiando a implementação de políticas públicas voltadas a combater a pobreza e a desigualdade.
Cadastro Único
O CadÚnico é o responsável por fazer a seleção e inclusão de famílias em programas de transferência de renda como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada. O Estado de São Paulo representa cerca de 15% do total de brasileiros cadastrados no sistema, o que corresponde a 13,8 milhões de pessoas. Em comparação ao ano passado, entretanto, houve uma redução no número de inscritos: 890 mil inscritos, ou 6% a menos.
Do total de inscritos, 41% das famílias estão em condições de pobreza, correspondente a uma renda familiar por pessoa de até R$ 218 por mês. Por outro lado, 26% recebem mensalmente de R$ 219 a meio salário mínimo, o que corresponde à população de baixa renda. O restante apontado pela pesquisa possui renda acima desse valor.
Programas de transferência
Em relação aos programas de transferência de renda, a pesquisa da Fundação Seade aponta redução no número de beneficiados pelo Programa Bolsa Família no Estado. Em abril de 2025, 6,5 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa, correspondente a 292 mil a menos do que no ano anterior. O valor médio do auxílio foi de R$ 658.
Já sobre os contemplados pelo Benefício de Prestação Continuada, o estudo aponta cenário oposto. Segundo a fundação, houve um aumento de 5,4% no número de paulistas contemplados, em relação a abril de 2024. O benefício corresponde ao valor de um salário mínimo e, dentre 1 milhão de inscritos no programa, 53,5% eram idosos a partir de 65 anos, sem direito à Previdência Social.
*Sob supervisão de Cinderela Caldeira e Paulo Capuzzo
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