“Façamos a revolução antes que o povo a faça” – Antonio Carlos de Andrada, governador de Minas Gerais nos anos 30 do século passado.
“São Paulo dá café, Minas dá leite, e o Rio (a Vila Isabel) dá samba” – da música Feitiço da Vila dos compositores Noel Rosa e Vadico, nos mesmos anos 30.
As citações que abrem este texto foram feitas pelo jornalista Bernardo Mello Franco, colunista de O Globo do Rio de Janeiro, em sua exposição no painel Plutocracia e a Crise da Democracia, ocorrido no terceiro dia do seminário USP Pensa Brasil, que teve como tema geral O Brasil e a Nova Desordem Mundial, realizado nesta última quarta-feira, 1º de outubro, no Auditório István Jancsó, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo.
O painel reuniu palestrantes de três diferentes universos, além do já citado Bernardo Mello Franco, o escritor Martim Vasques da Cunha e a diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago. Cada um, a seu modo, expôs sua visão de como os plutocratas, os contingentes mais abastados nas sociedades, convivem com os desafios da democracia, o sistema político que visa garantir um mínimo de direitos e oportunidades a todos os seus membros. A mediação foi do professor Felipe Pereira Loureiro, do Instituto de Relações Internacionais da USP.


