Condições podem ser genéticas ou adquiridas ao longo da vida e comprometem a capacidade natural de defesa do organismo
Segundo episódio fala sobre deficiência imunológica – Foto: starline- Freepik
No segundo episódio da série Minuto Saúde Imunológica um enfoque especial nas deficiências imunológicas e seu impacto no dia a dia das pessoas. A cada programa breve, a série busca explicar, em linguagem acessível, os mecanismos da imunidade, a importância das vacinas, as condições que comprometem o sistema imune e como identificar sinais de alerta.
No episódio desta semana, o professor Pérsio Roxo Junior, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, discorre sobre o que são as deficiências imunológicas, disfunções que interferem na capacidade do corpo de se defender contra agentes externos, e quais são seus efeitos mais significativos. Segundo ele, essas condições podem variar de leve a severa, e sua detecção precoce é crucial para minimizar complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
O professor explica que não se trata de uma única doença, mas sim de um conjunto de condições em que o sistema imune apresenta falhas em uma ou mais etapas de proteção. Essas falhas podem afetar desde a produção de células de defesa até os mecanismos de reconhecimento de patógenos. Ele comenta que, em alguns casos, a deficiência é genética, presente desde a infância, enquanto em outros surgem ao longo da vida, associados a doenças crônicas ou uso de medicamentos imunossupressores. “Em todos os cenários, o resultado é um organismo mais vulnerável a infecções recorrentes, inflamações persistentes ou até mesmo casos de saúde que se agravam com maior facilidade.”
Valor do diagnóstico precoce
Para orientar o público, o professor destaca alguns sinais que merecem atenção: infecções frequentes (como sinusites, otites ou pneumonia), uso constante de antibióticos, pouca resposta a vacinas, atraso no crescimento em crianças e problemas crônicos de saúde sem causa clara. Ele enfatiza que esses sintomas não significam necessariamente uma deficiência imunológica, mas são indícios para investigação médica.
O diagnóstico costuma envolver exames laboratoriais, como dosagem de imunoglobulinas, contagem e avaliação funcional de células imunitárias. Quando identificada a condição, o tratamento pode incluir reposição de anticorpos, uso de medicamentos específicos, mudanças no estilo de vida e, em casos mais complexos, terapias especializadas.
O professor reforça, ainda, que não basta diagnosticar, é essencial que o paciente e a rede de saúde estejam engajados no acompanhamento. “A adesão ao tratamento, a vacinação adequada, acompanhamento médico regular e hábitos saudáveis são aliados indispensáveis para que a pessoa viva com mais segurança e menor risco de complicações.”
Sobre a série
A série Minuto Saúde Imunológica é uma iniciativa da Rádio USP Ribeirão, com produção do professor Pérsio Roxo Junior e coprodução da jornalista Rose Talamone. O objetivo é democratizar o conhecimento sobre imunidade, alcançando ouvintes de todas as idades com informações claras e confiáveis.
Outros episódios abordarão temas como o funcionamento da imunidade ao longo das fases da vida, mitos e verdades sobre vacinas e as doenças autoimunes. Para ouvir, basta sintonizar a FM 107,9, acompanhar pela internet no site da USP Ribeirão Preto ou acessar o aplicativo para Android e iOS.


