Reitor apresentou os projetos desenvolvidos pela Universidade durante sua gestão, na reunião conjunta das Comissões de Educação e Cultura e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação da Assembleia Legislativa
Por Adriana Cruz

O reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior participou, no dia 15 de outubro, de uma reunião conjunta das Comissões de Educação e Cultura e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O encontro teve como objetivo a prestação de contas a respeito da atual gestão à frente da USP, conforme disposto no artigo 52-A da Constituição Estadual.
O reitor deu início à sua apresentação falando sobre a missão, visão e valores da Universidade e os 12 objetivos estratégicos da USP, cuja resolução foi aprovada pelo Conselho Universitário, em agosto de 2024. Carlotti dividiu sua apresentação em dez tópicos: Ensino de qualidade e inclusivo; Pesquisa de excelência e inovação; Compromisso social; Gestão para pessoas; Universidade transparente; Avaliação institucional; Desempenho nos rankings; Ações de internacionalização; Nova infraestrutura; e USP Sustentável. Para cada um dos tópicos, foram apresentadas as ações desenvolvidas pela gestão.
Na graduação, o reitor destacou as ações desenvolvidas no período pós-pandemia, como a criação do Programa de Apoio Pedagógico (PAP); o lançamento do edital de R$ 230 milhões para investimento em iniciativas para a integração e atualização curricular e incorporação de metodologias ativas de informação e comunicação (“159 cursos implantaram mudanças nas matrizes curriculares”, disse Carlotti); e a implementação de novas formas de ingresso, como o Enem USP e o Provão Paulista.
“Procuramos fazer uma grande modificação na nossa graduação a partir de iniciativas de integração, atualização curricular, incorporações de metodologias ativas, tecnologias digitais da informação e na comunicação. Tudo isso para melhorar o processo ensino-aprendizagem. Também fizemos a curricularização de atividades extensionistas. Dessa forma, para aquelas unidades que fizeram essas alterações, que fizeram essas atividades, nós abrimos um edital, com investimento de 230 milhões, para mudanças em sala de aula, para mudanças de metodologia, para reformas em sala de aula. Todas essas ações são voltadas para a nossa graduação, para melhorarmos ainda mais o nível da nossa graduação”, assinalou Carlotti.
O dirigente também falou sobre o Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que beneficia cerca de 15 mil alunos com vulnerabilidade socioeconômica na Universidade, e sobre a adesão da USP ao Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).
O novo modelo de pós-graduação foi outro tema abordado pelo reitor. Esse novo modelo abrange mudanças nos programas para aperfeiçoar o processo formativo, diversificá-lo e adequá-lo às necessidades dos estudantes e egressos. Trinta e sete programas da USP aderiram ao novo modelo, envolvendo mais de 3 mil alunos de pós-graduação da Universidade.
“Esse novo modelo vai possibilitar uma formação bastante diferenciada para esses alunos, e tivemos adesão de todas as universidades públicas de São Paulo e assinamos um convênio com a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e com a Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo]. Espero que, nos próximos anos, possamos ter uma pós-graduação ainda de melhor qualidade no Estado de São Paulo. E essa iniciativa certamente já está sendo replicada no País. Várias universidades de outros estados estão utilizando o mesmo modelo que começou na USP”, afirmou.
Na área de pesquisa e inovação, o reitor ressaltou o destaque da Universidade em rankings internacionais e a criação de novos Centros de Estudo dedicados a temas relevantes para a sociedade, como a oncologia de precisão, a agricultura sustentável, os estudos de carbono, a sustentabilidade e as instituições brasileiras. Também mencionou os investimentos na infraestrutura da pesquisa e a criação do Escritório de Integridade e Proteção da Pesquisa e do Grant Office. “Durante muitos anos, a USP não teve condições de fazer esse aporte, tanto na manutenção quanto na compra novos equipamentos. Neste ano, conseguimos fazer o edital de 210 milhões [de reais] para equipamentos. Criamos dois escritórios dentro da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, um de integridade em pesquisa, que é um escritório para esclarecer responsabilidades, conflitos de interesse e parceria e outras situações, dar segurança aos nossos professores, alunos e servidores. Criamos, também, um grant office internacional para fazer busca de financiamento internacional. A USP atingiu um nível de internacionalização que nos permite buscar grants internacionais”, disse.

Também foram mencionadas as parcerias com grandes centros internacionais de pesquisa – o Instituto Pasteur, o International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology (ICGEB), o Centro Nacional de Pesquisa da França (CNRS), o Instituto Nacional de Pesquisa em Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (Inrae), o Centro de Micologia Médica da América Latina (CMM Latam) e a Université Paris Sciences et Lettres (PSL), este último para a criação de centros nas áreas de economia circular e terapia celular. “Fizemos convênios com estas instituições para criarmos laboratórios dentro da Universidade de forma a tornar o ambiente interno da Universidade cada vez mais internacional”, considerou.
Carlotti também apresentou os dados sobre a inclusão social, as ações de internacionalização, a situação financeira da Universidade, a contratação de servidores, a consolidação do Fundo Patrimonial da USP e os planos de investimento para aprimoramento da infraestrutura dos campi. Para finalizar, o reitor comentou ações e projetos desenvolvidos pela Universidade para contribuir para a sustentabilidade. “A USP tem se mantido na liderança acadêmica e científica no Brasil e tem se tornado cada vez mais relevante no cenário internacional. A USP oferece ensino de qualidade, pesquisa de excelência, inovação de vanguarda e atividades de extensão, promovendo a inclusão e atuando como vetor de desenvolvimento da sociedade paulista e brasileira”, finalizou.
Após a apresentação do reitor, os deputados Leonardo Siqueira (Novo), Beth Sahão (PT), Gil Diniz (PL), Professora Bebel (PT/PCdoB/PV), Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV) e Ana Perugini (PT/PCdoB/PV) fizeram perguntas ao reitor.
Também participaram do encontro representantes das pró-reitorias, superintendências e órgãos centrais da Universidade, além de diretores de escolas e faculdades da USP.


