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Impacto emocional do câncer de mama será tema de palestra com psicóloga – Jornal da USP


Em 22 de outubro, no Centro de Práticas Esportivas (Cepê) da USP, a psicóloga Suzana Valeska falará sobre a importância do cuidado psicológico durante o tratamento da doença

Ilustração mostra paciente sendo atendida em unidade hospitalar
Segundo a palestrante, a principal queixa psicológica que difere os cânceres de mama de outros tipos é a questão da autoimagem – Foto: Freepik

 

No dia 22 de outubro, o Centro de Práticas Esportivas da USP (Cepeusp) promoverá a palestra Emoções em rosa: um olhar psicológico sobre o câncer de mama, no Auditório A, das 9 às 10 horas. A psicóloga Suzana Valeska Alves, sexóloga e doutoranda em Ciências da Saúde, trará uma reflexão sobre o impacto emocional do câncer de mama e a importância do cuidado psicológico durante o tratamento. Além do evento, o Cepeusp está arrecadando echarpes e lenços para o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FM-USP). Os pontos de coleta estão nas portarias 1 e 10 do Centro.

Mulher branca, com cabelos curtos e vestindo blusa preta
Suzana Valeska – Foto: Linkedin

Outubro é o mês da conscientização sobre o câncer de mama, tipo de tumor que mais prevalece nas mulheres brasileiras, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O primeiro sinal da doença costuma ser o aparecimento de um nódulo indolor e endurecido na mama. Outros sintomas podem ser mudança de formato, retração da pele ou do mamilo, gânglios das axilas aumentados, vermelhidão, edema, dor e saída de líquido dos mamilos.

A palestrante Suzana Valeska, que acompanha casos de mulheres com a condição, diz que as principais questões que elas trazem são preocupação com o trabalho e com o cuidado dos filhos, sexualidade, morte e, como diferencial, a autoimagem. “A mama é algo que, muitas vezes, tem um impacto se você tem que fazer uma retirada total, se é só de um lado e você fica sem uma mama… Então, essa questão ligada à autoimagem, eu vejo que é muito forte”, relata a psicóloga.

Acompanhamento psicológico

Em coluna à Folha de S.Paulo, o médico Drauzio Varella escreveu, em 2019, que “embora a probabilidade de uma mulher de 60 anos sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral seja muito maior, o fantasma de um nódulo maligno no seio tem efeito desproporcionalmente devastador, por estar ligado à ideia de mutilação, à interferência com a sexualidade e ao medo da morte”.

Suzana Valeska destaca a importância do acompanhamento psicológico não só da paciente, mas também de seus familiares e pessoas próximas, que sofrem com o impacto do diagnóstico, tratamento e desfecho da doença. “Acho o SUS maravilhoso, nesse sentido, que tem um trabalho muito bem orquestrado. Quando você compara o SUS ao trabalho dos hospitais e clínicas particulares, é muito similar”, opina a sexóloga.

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Se diagnosticado nas fases iniciais, tumores malignos nas mamas têm 90% de chances de cura. O Ministério da Saúde recomenda que se faça o exame de mamografia a cada dois anos a partir dos 40 anos de idade. O autoexame, toque nos seios feito pela própria pessoa, deve ser realizado mensalmente, de sete a oito dias após a menstruação, a partir dos 20 anos.

Palestra

Emoções em rosa: um olhar psicológico sobre o câncer de mama
Data: 22 de outubro, quarta-feira
Hora: das 9 às 10 horas
Local: Auditório A do Cepê da USP. Praça Prof. Rubião Meira, 61, Cidade Universitária, São Paulo, SP

Mais informações: comunicacao-cepe@usp.br



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