Visita ao Centro de Memória da EERP inspira jovens da rede estadual a se reconhecerem na história da enfermagem e na missão social da USP

A visita de estudantes da Escola Estadual Professora Glete de Alcântara ao Centro de Memória da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (CEM-EERP) da USP, no dia 20 de outubro, foi muito além de uma atividade pedagógica: tornou-se um encontro entre gerações unidas pela história, pela educação e pelo compromisso com o cuidado. Para os alunos, conhecer o espaço onde se preserva a trajetória da fundadora da Escola de Enfermagem significou reconhecer-se como parte de um legado que valoriza a ciência e o serviço público.
A atividade integrou duas iniciativas da EERP voltadas à aproximação entre a educação básica e o ensino superior: o projeto de extensão Da educação básica ao ensino superior: a USP de portas abertas e os caminhos até a universidade e o projeto de pré-iniciação científica Desenvolvimento de habilidades de comunicação interpessoal, escuta ativa e produção coletiva de sentido com estudantes do ensino médio, coordenados pelo professor Fabio Scorsolini-Comin e pela enfermeira Marina Liberale.
Durante a visita, a professora Luciana Luchesi, enfermeira e historiadora, membro da Comissão do Centro de Memória, apresentou parte do acervo histórico da unidade e compartilhou relatos sobre a trajetória de Glete de Alcântara (1910-1074), fundadora e primeira diretora da EERP. Reconhecida nacional e internacionalmente pelas contribuições à enfermagem, Glete defendeu o cuidado em saúde como prática científica, humanista e socialmente comprometida.
Para Luciana, o encontro evidenciou os aspectos mais marcantes da carreira e do legado da docente, além de ressaltar sua atuação pioneira na docência, na gestão universitária e na formulação de políticas públicas voltadas à valorização da profissão. “Com sua tese de cátedra, a primeira de um enfermeiro da América Latina, a professora Glete abriu caminhos para a pós-graduação em enfermagem no País”, destacou.

A presença dos estudantes teve também um significado simbólico: a escola estadual que participou da atividade leva o nome de Glete de Alcântara, mantendo viva sua memória no cotidiano escolar. Segundo as gestoras da instituição, o encontro reforçou o sentimento de pertencimento e incentivou os alunos a reconhecer, na figura da docente, um exemplo de dedicação à educação e ao cuidado.
Para os coordenadores da atividade, além de valorizar a história da enfermagem, a atividade fortalece o vínculo entre a USP e as escolas públicas, aproxima jovens do ambiente universitário e promove reflexões sobre os caminhos possíveis para o ingresso no ensino superior. “A visita ao Centro de Memória possibilitou aos estudantes conhecerem a história da EERP e da professora Glete e também se reconhecerem como parte desse legado, além de compreender que a universidade pública é um espaço aberto à comunidade.”
*Com informações do professor Fabio Scorsolini-Comin.


