Não há cura conhecida, apenas formas de contornar o problema, avisa Eduardo Rocha
“A presbiopia, ou vista cansada para perto, afeta naturalmente toda a população de forma progressiva após os 40 anos de idade”, informa o professor Eduardo Rocha. “Escapam as pessoas que usam pouco a visão para atividades de perto, time cada vez menor na população com o avanço da tecnologia digital, e também as pessoas míopes, que podem usar dessa característica para ir vendo melhor de perto, enquanto o grau permitir. Os outros seres humanos vão usar óculos de perto, de leitura, multifocais e suas variantes ópticas.” Ele informa ainda que não existe cura conhecida para o problema, apenas formas de contorná-lo. Fala também sobre o uso de um colírio, que tem a capacidade de ajudar a melhorar a visão de perto, mas não possui a capacidade óptica de uma correção obtida por lentes de óculos ou similares.
“Ele pode satisfazer algumas pessoas que têm presbiopia, ser uma alternativa, mas a indústria farmacêutica se interessou por essa nova aplicação, provavelmente porque tem muita gente com presbiopia se queixando de ter que usar óculos ou não saber onde os óculos estão quando precisam deles. As questões de diminuição de campo, problemas para regular a luz, acontecem na vigência desse colírio e são efeitos que as pessoas acabam contornando. Para mais informações sobre o uso desse remédio procure o seu médico e evite sempre a automedicação”, adverte ele.
Fique de Olho
A coluna Fique de Olho, com o professor Eduardo Rocha, vai ao ar quinzenalmente, quarta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9) e também no Youtube, com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
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