A “Conferência de Pesquisa e Inovação em Transição Energética” (Etri 2025) acontece entre os dias 4 e 6 de novembro, na Cidade Universitária
Por Erika Yamamoto

Na semana que antecede a COP30, a USP promove a oitava edição da Conferência de Pesquisa e Inovação em Transição Energética (Etri, na sigla em inglês), que tem como tema Etri 2025 e USP Pré-COP30: Ações para o Futuro da Transição Energética.
É um evento precursor para algumas das discussões críticas que serão realizadas na COP30, abordando temas como a economia de baixo carbono, descarbonização, combustível do futuro, armazenamento geológico de carbono, bioenergia e investimentos de impacto.
Organizada pelos centros de pesquisa Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI) e Offshore Technology Innovation Centre (Otic), a conferência reúne especialistas, acadêmicos e representantes do governo e da indústria para discutir caminhos e soluções para a transição energética justa e necessária.
“Além de fazer o que já se espera dela – desenvolver pesquisas, formar bons profissionais – a Universidade tem que ter a capacidade de identificar os problemas da sociedade e oferecer soluções. A universidade se transforma conforme a sociedade vai se transformando e os problemas vão surgindo, não podemos ficar distantes. Esses centros de pesquisa foram criados na USP com esse objetivo”, afirmou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, na cerimônia de abertura da conferência.
A conferência acontece entre os dias 4 e 6 de novembro, com atividades no Auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI) e no DigitalLab do InovaUSP, na Cidade Universitária. A programação completa pode ser conferida na página do evento.
Além das apresentações técnicas e dos painéis de discussão, o Etri também promove momentos de interação entre os participantes, com o objetivo de fomentar parcerias entre os setores público e privado e a academia, impulsionando inovações que contribuam para a economia de baixo carbono.
“Estamos vivendo transformações sociais propiciadas pela inovação no setor de energia. É um setor que, ao mesmo tempo, está impactando a sociedade com sua capacidade de inovação e também está sendo diretamente impactado pelas novas demandas da sociedade. A transição energética está no centro de um processo de transformação social e temos muitas tecnologias sendo desenvolvidas, ressaltando aqui o trabalho do RCGI, que prioriza problemas associados à transição energética brasileira, especialmente a paulista, olhando para biocombustíveis, soluções baseadas na natureza como etanol e hidrogênio”, afirmou o diretor de Energia da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo, Danilo Perecin.
A secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Stephanie Yukie Hayakawa da Costa, ressaltou que “a transição energética é uma das prioridades do governo do Estado de São Paulo, que tem investido a apoiado ações como pesquisa para conversão de etanol em hidrogênio do RCGI, e a planta de hidrogênio do IPT”.
Também participaram da cerimônia de abertura o diretor científico do RCGI, Julio Meneghini; o diretor do Otic, Gustavo Assi; a coordenadora-geral da conferência e diretora de Recursos Humanos e Comunicação Institucional do RCGI, Karen Mascarenhas; o coordenador-geral de Programas Estratégicos e Infraestruturas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Ricardo Trindade; o diretor administrativo da Hyundai Motors das Américas Central e do Sul, Ricardo Martins; o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Petronas do Brasil, Jonas Castro; e o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da TotalEnergies, Samuel Cunha.
Este é o primeiro ano em que o Otic se junta ao RCGI na organização da conferência, e os dois centros criarão uma plataforma ampliada para discutir e explorar diferentes abordagens para a transição energética.






