Instituição francesa quer desenvolver projetos conjuntos de pesquisa e criar oportunidades de mobilidade para a comunidade acadêmica das duas universidades
Por Adriana Cruz

O reitor da Universidade Sciences Po, Luis Vassy, esteve na Reitoria, no dia 4 de novembro, onde foi recebido pela vice-reitora da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda. Vassy estava acompanhado do diretor de Relações Internacionais da instituição francesa, Jeremy Perelman; da gerente de Relações Internacionais para a América Latina e o Caribe, Larissa Frozel Barros; e do representante da Sciences Po na América Latina e no Caribe, Guillermo Macías.
Também participaram do encontro o diretor administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e professor da Faculdade de Direito (FD), Fernando Menezes, o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Sérgio Proença; e a adida de cooperação para ciência e tecnologia no Consulado Geral da França em São Paulo, Marion Magnan.
Na reunião, foram discutidas possíveis projetos voltados ao aprofundamento da colaboração acadêmica entre as instituições, ao fortalecimento de programas conjuntos de pesquisa e à criação de oportunidades de mobilidade para a comunidade acadêmica das duas universidades.
“Estamos vivendo um momento importante em termos de integração científica e acadêmica com a França. Temos um centro internacional de pesquisa do CNRS [Centro Nacional de Pesquisa Científica da França] em nosso campus e acabamos de assinar um acordo semelhante para a criação do Centro Internacional de Pesquisa em Saúde Planetária com o INRAe [Instituto Nacional de Pesquisa em Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente]”, destacou a vice-reitora da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda.

O reitor da instituição francesa, Luis Vassy, falou sobre o interesse da instituição no desenvolvimento de projetos em áreas estratégicas como clima, transições ecológicas, desigualdades sociais, democracia e inteligência artificial. O dirigente citou a criação da Escola do Clima de Paris, a primeira escola europeia a oferecer um curso de graduação em humanidades e ciências sociais dedicado à transição ecológica. A Escola é dirigida pela pesquisadora Laurence Tubiana, conhecida por sua atuação nas negociações climáticas da França.
Por parte da USP, foram destacadas as possibilidades oferecidas pelos centros internacionais de pesquisa e de promoção de programas de mobilidade docente e de professores visitantes e de cooperação científica nas áreas de ciências humanas, sociais, ambientais e tecnológicas. Também foi mencionada a atuação de grupos dedicados ao estudo da democracia, desigualdade e transformações sociais, como o Centro Observatório das Instituições Brasileiras (COI), além de projetos em segurança, cultura e gênero.




