sexta-feira, maio 15, 2026
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O desafio do baixo carbono é multissetorial – Jornal da USP


Petrobras reuniu especialistas de diversas áreas em debates que revelaram a complexidade da transição energética

chapéu energia sustentável

A eficácia na produção de baixo carbono deve ser fruto de ações multissetoriais Ilustração: Freep!k
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A transição energética não é um desafio de um único setor. É uma jornada complexa que exige a articulação de toda a economia. Por isso, especialistas dos setores Industrial, Químico, de Fertilizantes, Residencial e do Agronegócio se reuniram em um workshop multissetorial promovido pela Petrobras, através do GITE – Gestão Integrada de Transição Energética, no Rio de Janeiro, nos dias 28 e 29 de outubro de 2025. O evento debateu o caminho para uma economia de baixo carbono. O professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga (SP) foi um dos debatedores.

Segundo o professor, o primeiro dia foi aberto pela Universidade Petrobras, que destacou a importância da diversidade de áreas de conhecimento para enfrentar os desafios da transição. “A palestra de abertura, conduzida por Felipe Gonçalves da FGV, estabeleceu o tom ao apresentar as evidências do aquecimento global, os números do setor de energia e as projeções futuras, como as metas de emissões para o agronegócio. Contudo, um ponto de debate relevante surgiu nas perguntas: a percepção de uma ausência de um roadmap claro do governo para tecnologias cruciais, como o hidrogênio (H2)”, afirmou. 

O painel industrial, de acordo com o professor, focou em ações práticas de descarbonização no papel estratégico da sucata em na produção de aço de baixo carbono e nas soluções voltadas à sustentabilidade e eficiência. “Em seguida, o painel de Químicos trouxe uma visão otimista: o reaquecimento da indústria nacional, que, segundo os debates, apresenta processos mais sustentáveis que muitas das alternativas importadas.”

Já o painel residencial e predial debateu as soluções de sustentabilidade e eficiência energética para o ambiente urbano. “As discussões abordaram desde a geração solar distribuída até a gestão inteligente de energia em grandes empreendimentos comerciais e centros de logística”, afirmou Caneppele.

O segundo dia foi iniciado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), que apresentou um balanço do histórico e das perspectivas futuras do setor. Em seguida as atenções se voltaram ao Agronegócio. “Tive a oportunidade de participar ativamente, ministrando uma palestra focada no tema Eficiência Energética e Transição Energética no Agronegócio. O debate seguiu no painel com grandes empresas do setor, que demonstraram como o campo está buscando soluções de baixo carbono, seja através de biocombustíveis, biogás ou agricultura de precisão”, adiantou. Ainda de acordo com Caneppele, o workshop deixou claro que, embora cada setor tenha suas particularidades, a meta de baixo carbono é o elo comum que guiará a indústria brasileira nos próximos anos.

A Série Energia tem apresentação do professor Fernando de Lima Caneppele que co-produziu com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Você pode sintonizar a emissora em FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS.



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