Entre o ceticismo da esquerda e o encantamento da direita, a revolução digital se consolida como um dos principais fatores da concentração de riqueza no mundo
Vivemos um tempo de dissonância cognitiva e pensamento mágico. Na esquerda, alguns veem a tecnologia apenas como ferramenta de exploração. Na direita, há quem acredite que a tecnologia e a inteligência artificial são libertadoras, capazes até de substituir o diálogo e justificar o poder dos mais fortes.
Mas os números mostram o contrário: 1,6% da população mundial concentra quase metade da riqueza do planeta, enquanto 40% das pessoas dividem menos de 1%. O professor destaca que, segundo os economistas, a desigualdade não é mais consequência do crescimento, mas, sim, é condição para ele.
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