“Essas ilhas, pela dificuldade de acesso, foram negligenciadas em muitos estudos,” afirma Araújo. “Mas são lugares únicos no mundo, fundamentais para entender como acontecem os processos de especiação e dispersão no ambiente marinho.”
A identificação de novas espécies e o estudo dos animais que habitam regiões remotas são, para os cientistas, estratégias para a conservação. Para Isadora, mostrar a complexidade dos ecossistemas e destacar que existem mais espécies do que se pensa – algumas ainda não identificadas – é fundamental: “Isso ajuda a convencer a conservar, sabe?”.
As espécies endêmicas, para Araújo, “são presentes da natureza”. O pesquisador explica que, por serem únicas e viverem em lugares remotos, têm populações pequenas e vulneráveis. Segundo ele, ainda que os peixes endêmicos estejam estabelecidos enquanto espécie há milhões de anos, eles ainda estão no limiar da extinção. “Se por acaso acontecer algum evento que possa ser um distúrbio para o ambiente e para as espécies, é muito provável que elas entrem em extinção, porque a população é muito pequena.”
O artigo Biogeography and evolution of reef fishes on tropical Mid-Atlantic Ridge islands pode ser acessado neste link.
Mais informações: cord.isadora@gmail.com, com Isadora Cord, e gabrielsoaraujo@gmail.com, com Gabriel Araújo.
*Estagiário sob orientação de Fabiana Mariz
**Estagiário sob orientação de Moisés Dorado


