Obras entregues fazem parte das ações da atual gestão, com foco em sustentabilidade e na modernização das estruturas acadêmicas
Por Rose Talamone

O campus da USP em Ribeirão Preto realizou nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, as inaugurações da usina fotovoltaica e da reforma do Biotério Geral. As obras representam investimento total de aproximadamente R$ 4 milhões, com recursos destinados à implantação de sistemas de geração de energia limpa e à modernização da infraestrutura voltada à pesquisa científica.
Instalada na Rua do Lago, a usina solar fotovoltaica é parte de um conjunto de ações da USP voltadas à transição energética e à eficiência no consumo. Além da usina principal, foram implantados três sistemas de painéis solares no campus, um no estacionamento do Prédio da Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), no telhado do Bloco S da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) e no Prédio da Administração da Prefeitura do Campus (PUSP-RP), totalizando investimento de R$ 2,4 milhões.
O reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior afirmou que “cada gestão tem seu foco” e que a atual administração da Universidade sempre teve como prioridade “qualidade de vida e transição energética”. Carlotti ressaltou que o projeto integra um plano de sustentabilidade que se estende a todos os campi da USP. “Inauguramos uma usina em Pirassununga que vai economizar até 50% da energia consumida. Já em Ribeirão Preto, essa economia será de cerca de 15% a 20% do consumo. A USP está preocupada com a transição energética, com a autogeração e com a diminuição de custos”, afirmou. Segundo o reitor, o retorno financeiro será em sete ou oito anos, depois desse período, é lucro para a Universidade, que poderá usar o valor economizado em outras melhorias no campus.

Já a prefeita do campus, Léa Assed Bezerra da Silva, enfatizou os reflexos dos projetos na rotina da comunidade universitária. “Com os novos refeitórios, por exemplo, há impacto no transporte interno, os alunos circulam mais a pé. Isso representa economia, menor emissão de gases e mais qualidade de vida”, disse. Ela também observou que o modelo pode ser ampliado para outras áreas do campus. “Não é difícil fazer obras desse tipo. Com planejamento e recursos podemos levar usinas como esta para outros pontos do campus”, acrescentou.
O coordenador do Grupo de Trabalho sobre Transição Energética na USP, Fábio Frezatti, falou do caráter colaborativo da iniciativa. “Participamos recentemente do evento Pré-COP, e ficou claro que, quando se trabalha junto, organizando as pontas, tudo fica muito forte. Além de formar pessoas, conseguimos transformar projetos em realidade”, afirmou.
Biotério Geral
A cerimônia de entrega da reforma do Biotério Geral marcou outra etapa de modernização no campus. O complexo, responsável pela criação e manutenção de animais de pesquisa, recebeu investimento de R$ 1,54 milhão, com obras de reforma do prédio da administração, construção de plataformas de embarque e desembarque de animais e pintura do prédio SPF (do inglês Specific Pathogen-Free – Livres de Patógenos Específicos).
O chefe técnico do Serviço de Biotério, Rinaldo Bueno Ferreira, destacou o papel estratégico da estrutura para o avanço da pesquisa biomédica. “Esse é o maior biotério em produção e distribuição de animais entre as instituições de ensino e pesquisa do País. Recebemos um olhar atencioso nos últimos anos, e é uma alegria ver esse reconhecimento e investimento”, disse. Ferreira lembrou que o projeto é resultado de parcerias institucionais e do apoio da administração. “Durante muito tempo o biotério não recebeu a atenção necessária. Agora vemos uma administração que compreende sua importância para a pesquisa. É um novo olhar, e isso faz toda a diferença”, destacou.

A prefeita do campus lembrou da dimensão da obra e o impacto para as atividades científicas. “Aqui estava realmente precisando de uma reforma completa. Não adiantava consertar uma coisinha ou outra, era o todo que precisava. Agradeço muito ao professor Carlotti por tornar isso possível”, considerou Léa.
O reitor da USP ressaltou que investimentos em infraestrutura científica, embora discretos, são fundamentais para a qualidade da pesquisa. “Não é um investimento que todo mundo vê, mas é essencial. Você não publica hoje em nenhuma revista se não tiver animais bem controlados e documentados, com cepa, idade e peso corretos. Esse biotério garante qualidade e segurança à pesquisa”, explicou.
Carlotti fez um reconhecimento público à equipe técnica envolvida. “Um projeto só acontece na Universidade quando há um bom pedido e um projeto executivo compatível. Não basta ter recursos, é preciso qualidade na execução. Parabéns a todos pelo trabalho”, ressaltou.
Também participaram diretores, professores e funcionários das Unidades de Ensino e Pesquisa do campus.



