quinta-feira, maio 14, 2026
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Modelo inovador de captura de CO₂ é caminho para produção mais sustentável de etanol – Jornal da USP


Os pesquisadores mapearam alguns desafios importantes e já têm caminhos para superá-los. A presença de impurezas como dióxido de enxofre (SO₂) e vapor d’água nos gases de combustão afeta a capacidade de adsorção da zeólita, reduzindo a eficiência do processo em até 30%. No entanto, o vapor d’água pode ser removido previamente, e a equipe propõe soluções de pré-tratamento dos gases para lidar com o SO₂ e manter a performance do sistema.

Outro ponto crítico identificado é o consumo energético na regeneração térmica da zeólita, necessária para liberar o CO₂ capturado. A introdução de trocadores de calor em pontos estratégicos foi apontada como uma solução para reduzir custos operacionais, tornando o processo mais viável economicamente.

A adaptação desse novo conceito de design às usinas de etanol poderia transformar a matriz energética brasileira, tornando negativo o balanço de carbono do etanol verde. Além disso, a tecnologia tem potencial de ser aplicada em outras formas de biomassa, ampliando seu impacto positivo. 

“Ao integrar experimentos de pequena escala com modelagem avançada, conseguimos formular recomendações para projetar sistemas robustos em larga escala, aplicáveis às usinas de etanol. Os resultados são animadores, especialmente porque o setor sucroalcooleiro já faz a queima da biomassa, o que facilita a implementação dessa tecnologia” – Marcelo Seckler

Sediado na Poli, o RCGI é um Centro de Pesquisa em Engenharia, criado em 2015, com financiamento da Fapesp e de empresas por meio dos recursos previstos na cláusula de P,D&I dos contratos de exploração e produção de petróleo e gás. Atualmente estão em atividade cerca de 60 projetos de pesquisa ativos, ancorados em oito programas. O RCGI também possui um hub de pesquisa, o Geostorage, dedicado ao armazenamento em larga escala de energia e CO₂. O centro, que conta com cerca de 600 pesquisadores, mantém colaborações com diversas instituições, como Universidade de Oxford, Imperial College, no Reino Unido, Universidade de Princeton e National Renewable Energy Laboratory (NREL), nos Estados Unidos.

*Da Assessoria de Comunicação do RCGI. Adaptado por Júlio Bernardes

**Estagiária sob orientação de Moisés Dorado



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