Obra é uma parceria entre o Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes da USP e a Editora da Universidade Regional de Blumenau (Edifurb), fruto de um processo colaborativo entre pesquisadores de diferentes instituições

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“A pandemia da covid-19, a invasão da Ucrânia, o massacre de Gaza, o período bolsonarista no Brasil e agora o trumpismo nos Estados Unidos, entre tantos outros acontecimentos — verdadeiros pesadelos deste ainda novo século 21 — apenas evidenciam aquilo que não deveria necessitar de comprovação: o jornalismo é fundamental. Sem jornalismo, a sociedade humana não sobrevive”, afirma o professor convidado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Antonio Hohlfeldt, no prefácio do livro Gêneros Jornalísticos em Diálogo: Abordagens Epistemológicas e Empíricas, que acaba de ser lançado e está disponível para download gratuito neste link.
O livro foi produzido em uma parceria entre o Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e a Editora da Universidade Regional de Blumenau (Edifurb). Fruto de um processo colaborativo entre pesquisadores de diferentes instituições reunidos através de chamada pública para submissão de pesquisas e ensaios, a obra é organizada por Marli dos Santos e Clarissa Josgrilberg Pereira, com idealização inicial do pesquisador Francisco de Assis. Segundo as organizadoras, na apresentação da obra, a publicação oferece contribuições significativas tanto para pensar uma teoria brasileira dos gêneros jornalísticos quanto para o debate sobre as práticas contemporâneas do jornalismo.
A coletânea está organizada em dois grandes eixos. O primeiro é teórico-epistemológico, com reflexões sobre as bases conceituais e o pensamento crítico a respeito dos gêneros jornalísticos. Destaque para as entrevistas com três importantes teóricas do jornalismo, Lia Seixas, Mônica Martinez e Adriana Barsotti, que discutem a evolução das classificações, a atualidade das práticas e a importância da experiência comunicativa, seguidas de artigos que discutem a perspectiva latino-americana do gênero jornalístico — com ênfase no peruano Juan Gargurevitch, além de abordar o pensamento decolonial, o testemunho como epistemologia, e propor uma revisão do gênero opinativo em tempos de desinformação.

O eixo empírico reúne estudos que exploram as transformações contemporâneas dos gêneros jornalísticos, marcadas pelo hibridismo, pela convergência midiática e pela presença da inteligência artificial nas práticas de produção e ensino do jornalismo. Entre os temas e gêneros estão a recuperação da crônica para o fortalecimento do jornalismo; a transitoriedade da notícia em novos arranjos e formatos comunicacionais; o telejornalismo digital e suas estratégias de comunicabilidade; os desafios da escrita autoral frente às ferramentas de IA; as narrativas em quadrinhos como linguagem jornalística; e o jornalismo sindical.
Como menciona o professor Hohlfeldt, que também é e coordenador do Grupo de Pesquisa Gêneros Jornalísticos da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, “as diferentes práticas jornalísticas, expressas em seus múltiplos gêneros — que mudam com o tempo, mas não deixam de ser jornalismo — comprovam a vitalidade da profissão. Segundo ele, “o mais entusiasmante é perceber que a discussão em torno dos gêneros comprova a dinâmica das práticas jornalísticas, que se transfiguram conforme temas, plataformas, públicos e formatos, sem nunca deixarem de ser, em essência, jornalismo”.
Leia o livro Gêneros Jornalísticos em Diálogo: Abordagens Epistemológicas e Empíricas gratuitamente neste link.
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Com informações do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA USP


