Sobre as “estruturas vivas” de Artigas a que o título da exposição se refere, Wisnik explica: “Não são estruturas estáticas. Elas são tecnicamente muito eloquentes, mas ao mesmo tempo são dinâmicas, mostram as cargas, as forças às quais a estrutura está submetida, e também constroem espaços de vida, de sociabilidade, de coletividade”.
O edifício da FAU é um exemplo dessa sociabilidade. É um edifício sem portas, com rampas, aberto e amplo. “Como dizia Le Corbusier, promenade architecturale, é um edifício de passeio arquitetônico.” Quem transita pela faculdade pode usufruir dos espaços de uma forma transparente, com a dimensão do tamanho do prédio, sem compartimentações. “Não tem salas fechadas, lugares de privacidade no sentido do indivíduo, mas sempre a dimensão do coletivo.”
“A obra de Artigas foi doada há algum tempo para o acervo da FAU, e a FAU até hoje nunca tinha feito uma celebração pública à altura dessa importância. Esta exposição cumpre esse papel”, informa Wisnik, acrescentando outro objetivo da mostra: “No memorial do projeto da FAU, Artigas dizia que se tratava de uma arquitetura que educa. Essa é a dimensão que a exposição também quer potencializar”.
Paralelamente à mostra, está prevista uma série de atividades, também na FAU. Nesta quarta-feira, dia 19, às 12 horas, será exibido o documentário Vilanova Artigas: o Arquiteto e a Luz, lançado em 2015, com direção de Laura Artigas e Pedro Gorski, seguido de debates com participação dos estudantes Christian Nascimento e Denilson Colque, do Grêmio Estudantil da FAU. No dia 25, terça-feira, também às 12 horas, serão exibidos os documentários Vilanova Artigas: Espaço e Programa FAU-USP e FAU 30 Anos, com debate comandado pela professora Mônica Junqueira e pelo professor Luís Antônio Jorge, ambos da FAU. Finalmente, no dia 26, quarta-feira, às 15 horas, será reapresentado Vilanova Artigas: o Arquiteto e a Luz, desta vez com a presença da diretora do filme, Laura Artigas, neta de Vilanova, na mesa de debates.


