O estudo aponta que a resposta de medo envolve as regiões cerebrais na rede central autonômico-interoceptiva, relacionada ao processamento de informações internas do corpo, ou saliência, responsável por integrar sinais internos e externos para detectar estímulos que exijam ação.
Os modelos trabalhados até então acreditavam que a amígdala, junto ao hipocampo, eram as regiões que coordenavam a ativação do cérebro durante o condicionamento de medo. O grupo demonstrou que mais regiões além das classicamente envolvidas na resposta de medo também desempenham um papel importante.
O condicionamento do medo foi associado às regiões: ínsula anterior, estriado ventral, áreas motoras pré-suplementares/suplementares, córtex cingulado anterior dorsal e córtex pré-frontal dorsolateral. Além de ativações em regiões subcorticais, como tálamo e os gânglios da base.
Segundo a psiquiatra, o que permitiu a conclusão foi a análise cerebral completa, já que a avaliação feita pelo Enigma divide o órgão inteiro em pequenos cubos e verifica se cada uma dessas partes foi ativada ou não após o estímulo.
O artigo Neural correlates of human fear conditioning and sources of variability in 2199 individuals está disponível neste link.
Mais informações: juliana.diniz@hc.fm.usp.br, com Juliana Belo Diniz
*Estagiária sob orientação de Fabiana Mariz
**Estagiário sob orientação de Moisés Dorado



