Representantes da academia e da indústria se reuniram em 13 de novembro para debater soluções que reduzam a pegada de CO₂ e ampliem o conforto térmico de moradias em favelas

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Com o objetivo de discutir e identificar inovações capazes de reduzir a pegada de CO₂ e, ao mesmo tempo, melhorar o conforto térmico de casas em favelas, representantes da academia e da indústria se reuniram no dia 13 de novembro durante o workshop Desafios da Indústria para Atendimento da Construção Autogerida. O encontro foi promovido pelo Hubic, um centro de inovação criado por meio de um convênio entre a USP e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). A atividade integra o Projeto More, iniciativa voltada a mensurar a emissão de CO₂ das moradias, relacioná-las ao bem-estar das pessoas, apoiar políticas públicas e incentivar a transição do setor privado para uma economia de baixo carbono.
“Temos representantes da área de inovação de grandes empresas como ArcelorMittal, Votorantim e Viapol, que são empresas que estão procurando a oportunidade de desenvolver novas soluções de baixo carbono para melhorar a qualidade de vida da habitação autoconstruída”, destacou o coordenador do Hubic e professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, Vanderley M. John. “Nossa ideia é que no final a indústria crie novos produtos que facilitem a vida de quem tem que construir sua própria casa e ao mesmo tempo gere novas oportunidades de negócio para as empresas. Do ponto de vista da universidade, é uma forma de contribuir de uma maneira mais efetiva.”
Valter Frigieri, coordenador do Hubic e membro da ABCP, explicou que o desafio do Hubic é desenvolver soluções com impacto ambiental e, especificamente neste caso, que melhorem a qualidade de vida das famílias. “A importância [do evento] é reunir gente diferente, pessoas da academia que desenvolveram uma metodologia de entendimento desses territórios, as empresas que convivem com a sua dificuldade de colocar produtos inovadores e qualificados neste mercado.” O engenheiro ressaltou que, no evento, também estavam representados arquitetos, com o potencial de desenvolver assistência técnica, e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cujo representante trouxe dados macroeconômicos. “A riqueza do que nós estamos fazendo aqui é de trazer gente diferente, com percepções diferentes, para discutir junto e encontrar soluções para problemas complexos.”
Ao longo do workshop, os participantes assistiram a apresentações de diversas áreas que compõem o ecossistema da construção civil, em que especialistas apresentaram os desafios e as potencialidades da construção autogerida. Em seguida, os participantes se reuniram em grupos para discutir ideias, com a questão “Quais são os desafios da indústria para atender ao mercado da construção autogerida?”.
Transferência de conhecimento e tecnologia
A parceria entre a USP e a ABCP reúne competências complementares na pesquisa, no desenvolvimento tecnológico e na transferência de conhecimento para a cadeia da construção. Essa atuação inclui iniciativas em engenharia, construção civil e materiais cimentícios.
Por meio da Escola Politécnica (Poli), a USP mantém contratos de pesquisa com empresas da cadeia do cimento e com associados da ABCP. A Universidade abriga também o Centro de Inovação em Construção Sustentável (Cics), sediado na USP, que tem como missão acelerar a pesquisa e a inovação da sustentabilidade na cadeia produtiva da construção, através de projetos de pesquisa em parceria com a sociedade.
A Poli opera também a Embrapii (Materiais para Construção Ecoeficiente), focada na cadeia de valor do cimento e da construção, que dispõe de capacitação e recursos para apoiar projetos de inovação realizados em conjunto com empresas industriais. Além disso, sedia o INCT – Cemtec (Tecnologias Cimentícias Ecoeficientes Avançadas), reunindo seis universidades brasileiras, para tratar do tema de materiais cimentícios.

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Esse conjunto de iniciativas se articula com a atuação da ABCP, que desenvolve programas e projetos relacionados à sustentabilidade dos sistemas construtivos à base de cimento e coordena uma rede nacional de organizações da cadeia produtiva. Em conjunto com a USP e o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento, a entidade integra ações que possibilitam avançar na produção digital de componentes e na transferência de conhecimento e tecnologia para o setor da construção.
O objetivo das ações é que a USP e a ABCP, em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), permitam promover a produção digital de componentes e a transferência de conhecimento e tecnologia para a cadeia produtiva da construção.
Para saber mais sobre o Hubic acesse a página do projeto neste link.
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Texto adaptado da Assessoria de Imprensa da Poli-USP



