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USP recebe quinta edição do “Àwári – Seminário de Cultura Popular de Matrizes Africanas” – Jornal da USP


Com o tema “Aquilombamento” e convidados vindos do Benim, evento vai ocupar o Instituto de Estudos Brasileiros da USP com saberes, filosofias e práticas de matrizes africanas

 

Artista negra dança durante espetáculo. Seu traje é formado por um top tipo tomara-que-caia, uma saia rodada, uma coroa africana e um espelho de mão, todos eles dourados. Ao fundo, pessoas usando turbantes brancos levantam um grande tecido branco. No canto inferior direito da foto, uma pessoa vestindo túnica e turbante brancos toca atabaque.O Grupo Ewé organiza o Àwári desde 2015. Na segunda edição, o grupo fez uma apresentação do espetáculo Ile Ti Örun, com representações de orixás – Foto: Nrishi Mahe

 

Entre os dias 24 e 26 de novembro, o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP recebe o Àwári – Seminário de Cultura Popular de Matrizes Africanas. O evento é organizado pelo Grupo Ewé desde 2015, mas é a primeira vez que ocupa o espaço do IEB com sua programação de mesas-redondas, palestras, oficinas, apresentações e comunicações científicas, com o objetivo de fomentar diálogos e pesquisas referentes às manifestações populares de matrizes africanas. Em sua quinta edição, o Àwári tem o tema central Aquilombamentos, inspirado no conceito de “quilombismo” do intelectual negro Abdias do Nascimento.

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Ilustração de uma mulher negra, de pele escura, de perfil. Ela tem longos cabelos crespos soltos, ao vento, e usa um brinco triangular.

Posted: 14/11/2025

Os destaques da programação são as atividades com convidados internacionais vindos do Benim. No dia 24, o destaque é a palestra do Boconon Douglo, líder espiritual, religioso e político do reinado de Koutago, Savalu, que falará sobre os reinos e reinados do Benim. No dia 25, Boconon Douglo participará da mesa-redonda Terreiros e Nações, ao lado da professora Isaura Guzmán, formada em balé clássico no Instituto Superior de Artes de Havana, em Cuba, e em pedagogia na Universidade Luterana do Brasil. A mesa terá mediação de Luiz Anastácio, doutorando em Antropologia Social na USP e diretor do Grupo Ewé.

No mesmo dia, outra mesa-redonda, com o tema Corpo e Memória, reunirá o bailarino beninense Guillaume Niedjo, a artista da dança Gal Martins, que é diretora artística da companhia de dança contemporânea Sansacrona e da Zona Agbara, e Luciene Silva, cogestora do Kambada Aquilombamento Cultural, um espaço independente de arte e cultura negra e periférica localizado em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo.

No último dia, o promotor cultural beninense Tidjani Abou participará da mesa Museus: Reinos da Memória, com Alecsandra Matias, especialista em cooperação e extensão universitária do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e articulista do Jornal da USP. A conversa será mediada por Renata Dias, do Museu Afro Brasil.

O seminário é gratuito e aberto ao público, mas é preciso fazer inscrição para participar, pois algumas atividades têm limite de participantes. As inscrições são feitas em duas etapas, por uma plataforma on-line onde também é possível consultar a programação completa. Na primeira etapa, é preciso se inscrever como público geral. Na segunda, será possível fazer inscrição nas atividades desejadas. Caso ainda haja vaga para a atividade desejada, será possível se inscrever presencialmente no dia do evento.



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