
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou atrás e determinou que o material apreendido pela Polícia Federal na segunda fase da operação Compliance Zero, realizada desta quarta-feira (4), que mira o banco Master seja armazenado na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Inicialmente, Toffoli havia ordenado que todos os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do STF. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, apontou que a manutenção das provas na Corte poderia causar danos irreparáveis à investigação.
A PGR concordou com o pedido de reconsideração de Rodrigues, mas pediu autorização para fazer a extração e análise direta de todo o acervo probatório colhido na operação.
A investigação apura o suposto esquema de gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro que teria sido operado pelo Banco Master. De acordo com os autos, a instituição teria se aproveitado sistematicamente de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização.
Toffoli destacou que a medida permitirá à PGR ter uma “visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções” identificados até o momento. Com a nova decisão, o material deve ser encaminhado diretamente à PGR, sem a necessidade de passar pela guarda do Supremo.


