O presidente da Amapá Previdência, Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta (11) em meio às investigações de investimentos de alto risco da previdência dos servidores estaduais no Banco Master. Na semana passada, ele foi um dos alvos da operação Zona Cinzenta, um desdobramento da Compliance Zero, deflagrada no ano passado, que descobriu a teia de um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição bancária liquidada pelo Banco Central.
De acordo com a investigação da Polícia Federal, Lemos e mais dois integrantes do comitê de investimentos teriam aplicado irregularmente cerca de R$ 400 milhões do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS/AP) nas chamadas Letras Financeiras, que também entraram na mira das investigações do Banco Master.
“Seguindo com absoluto compromisso com a instituição, com os segurados e com a verdade dos fatos, apresento meu pedido de exoneração do cargo de Diretor-Presidente da Amprev. Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade, permitindo a identificação e a responsabilização dos verdadeiros culpados”, disse em uma nota.
Ele emendou afirmando que “reafirmo minha plena confiança na Justiça e na força dos fatos. Sob esta administração, o patrimônio da Amprev cresceu 41% entre 2023 e 2025, garantindo o pagamento de aposentados e pensionistas até 2059”.
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