
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-SP), rejeitou na tarde desta terça-feira (3) o pedido de parlamentares governistas de anular a votação da quebra de sigilo de Fabio Luis da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, aprovada na CPMI do INSS. Sua decisão foi lida em sessão solene do plenário do Senado.
Na semana passada, inconformados com a aprovação da quebra de sigilos bancário e fiscal do filho de Lula, deputados e senadores da base do governo foram até a residência oficial de Alcolumbre tentar reverter a decisão. Eles alegavam fraude na votação do requerimento.
Para Alcolumbre, o caso não seria “de flagrante desrespeito ao Regimento Interno ou à Constituição Federal”. E disse ainda que não haveria “situação” que justificasse a “excepcional atuação” para anular a deliberação da CPMI.
Integrantes da oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva que compõem a CPMI conseguiram aprovar a disponibilidade das informações sobre o filho do presidente nesta manhã, em uma sessão tumultuada. O requerimento partiu do deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que a decisão de Alcolumbre não foi “surpresa”, porque, segundo ele, apenas foi cumprido o regimento da Casa e por isso estava confiante no placar de votação dos requerimentos.
“A minha decisão foi estritamente técnica, o painel que determina a presença dos parlamentares. Espero que a polêmica se encerre e que possamos trabalhar com toda tranquilidade”, declarou.
Mais informações em instantes.


