
O advogado Marco Aurélio de Carvallho, que representa Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, confirmou nesta segunda-feira (16) uma viagem que ele fez a Portugal em 2024 na companhia do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O motivo da viagem, de acordo com Carvalho, foi conhecer uma fábrica que produz plantas de cannabis (nome científico da maconha) para fins medicinais. O pagamento das passagens aéreas e da hospedagem em Portugal teria corrido por conta de Antunes, um dos principais investigados na CPI do INSS.
Carvalho, que é amigo pessoal de Lula e de toda a família, deu as declarações em uma entrevista à Globonews e, procurado pela reportagem, confirmou as informações em ligação telefônica. Ele ficou surpreso quando questionado se esta seria a primeira vez que a informação era confirmada na imprensa, já que teria “justificado” o acontecimento ao Supremo Tribunal Federal.
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“Fábio não está, de nenhuma forma ligado ao Antônio Carlos, é só olhar as informações bancárias. Você não precisa confiar em mim, é só olhar o que foi vazado, há dias que já vazou tudo e não descobriram nada”, declarou Carvalho à Gazeta do Povo.
O advogado voltou a confirmar que o Careca do INSS foi apresentado a Lulinha por uma amiga em comum, a empresária Roberta Luchsinger, que apresentou Antunes como um empreendedor de sucesso no ramo da erva psicoativa e da extração de seu princípio ativo, o canabidiol. Carvalho foi enfático em dizer que a visita à fábrica não gerou nenhuma parceria comercial e que o Careca do INSS “nunca depositou um real” em contas de Lulinha.
Documentos apreendidos pela Polícia Federal oferecem desde o ano passado indícios de que o Careca do INSS tinha intenção de adquirir um galpão em Portugal com o objetivo de investir em produção da canabis. Essa instalação estaria no mesmo lugar que teria visitado com Lulinha em novembro de 2024. A maconha é descriminalizada em Portugal.
Na semana passada, Carvalho defendeu o arquivamento das investigações sobre Lulinha por “absoluta ausência de fatos a serem investigados”. O advogado Jeffrey Chiquini, que representa o assessor Filipe Martins no STF, chegou a pedir a prisão preventiva de Lulinha ao ministro André Mendonça, mas não foi atendido.



