sexta-feira, março 20, 2026
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Lula oficializa saída de Haddad do governo e nomeia Durigan para Fazenda


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta sexta (20) a saída de Fernando Haddad (PT) do comando do Ministério da Fazenda. De acordo com o ato publicado na edição do dia do Diário Oficial da União (DOU), o agora ex-ministro foi exonerado “a pedido”, seguido da nomeação de Dario Durigan para ocupar o cargo – ele já era considerado o “número 2” da pasta.

“O presidente da República […] resolve exonerar, a pedido, Fernando Haddad do cargo de Ministro de Estado da Fazenda. […] Resolve nomear Dario Durigan para exercer o cargo de Ministro de Estado da Fazenda, ficando exonerado do cargo que atualmente ocupa”, registra o DOU (veja na íntegra).

Na véspera, Haddad confirmou a saída do governo para disputar o cargo de governador do estado de São Paulo contra a tentativa de reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

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Ao anunciar a disputa pelo governo do estado que é o maior colégio eleitoral do país, Haddad disparou que concorrerá a eleição “para ganhar”.

“Eu não disputo eleição para barganhar o que quer que seja, eu disputo a eleição para ganhar”, disse em um evento em São Bernardo do Campo, reduto eleitoral de Lula.

Com a confirmação da pré-candidatura, o PT repete o cenário das eleições de 2022, quando Haddad disputou o segundo turno exatamente contra Tarcísio.

Um pouco mais cedo, ao anunciar a saída de Haddad do governo, Lula fez um afago exaltando o trabalho dele à frente do Ministério da Fazenda desde o início deste terceiro mandato.

“Haddad passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso da história deste país por ter aprovado uma reforma tributária que estava parada há 40 anos”, afirmou.

A troca no comando do Ministério da Fazenda ocorre em um momento delicado da economia, em que a guerra no Oriente Médio está provocando graves reflexos no cotidiano dos brasileiros, com a disparada do preço do diesel e a iminência de uma greve de caminhoneiros.

Haddad e sua equipe costuraram com Lula um plano para tentar conter os impactos, zerando impostos federais como o IPI e Cofins, além de subvenção à produção do combustível no país.



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