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Programação gratuita da USP no Engenho dos Erasmos em Santos propõe ação política através do lúdico e do coletivo – Jornal da USP


Em palestra seguida de oficina, especialista aborda a história da cidade de Santos, das mulheres e das relações entre mercado e patrimônio através da trajetória do bordado da Ilha da Madeira

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Romilda Lorenzo Gomes (UFJF) | Foto: Rafael Barros
Romilda Lorenzo Gomes (UFJF) | Foto: Rafael Barros

O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP (PRCEU) localizado na cidade de Santos (SP), promove neste sábado, dia 12 de julho, a partir das 14h, a palestra e oficina intitulada O Giro Têxtil, Ruptura e Herança: História dos ofícios na cultura de resistência. O evento educativo-cultural versa sobre a importante aura política que envolve as práticas e ofícios, indissociáveis da arte, apesar da revolução industrial. A participação é gratuita e as inscrições são online. Clique aqui.

A atividade tem como tema central a história do bordado da Ilha da Madeira em Santos, revelada por meio da pesquisa de mestrado de Romilda Lorenzo Gomes, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Reconhecido popularmente como Bordado da Madeira, ou Bordado da Ilha da Madeira, a prática tem como referência o ofício no Morro do São Bento, em Santos, apesar de ter a sua confecção circulado nos principais bairros da região central histórica portuária de Santos (SP). A produção iniciou-se por volta da década de 1950 e, atualmente, o costume está em desuso, tratando-se iminente sua descontinuidade.

Do fazer à prática, a atividade conta com momentos para reflexões, conversas e a prática do bordar, onde linhas, agulhas e tecidos tomam forma e complementam a reflexão coletiva. A proposta é compartilhar questionamentos surgidos ao longo da pesquisa, a respeito das mulheres em sua relação com a arte aplicada, especialmente as artes têxteis, fluxo de expressão que tem, no bordado, um protagonista histórico.

Sobre o Monumento Nacional

Construído em 1534, por indígenas escravizados e/ou aldeados, a mando do navegador português Martim Afonso de Souza e de seus sócios, o Engenho dos Erasmos é a mais antiga evidência física da colonização portuguesa no Brasil. Ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, o espaço oferece, desde 2004, visitas monitoradas e atividades culturais como oficinas, saraus e palestras. Também há uma exposição permanente (“Ruínas Quinhentistas em Território Milenar”), gratuita e aberta a todos os interessados, de terça a sábado, das 9h às 16h.

As visitações são gratuitas e podem ser feitas sem agendamento para grupos com menos de 10 pessoas. É necessário apenas apresentar um documento com foto na portaria. Para estudos do meio e visitas escolares, com grupos maiores, é necessário agendar através do educativo.engenho@usp.br ou do telefone (13) 3229-2703.

Serviço

As inscrições para a palestra e oficina O Giro Têxtil, Ruptura e Herança: História dos ofícios na cultura de resistência promovida pelo Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos na cidade de Santos (SP) estão abertas. A atividade será realizada neste sábado, 12 de julho, a partir das 14h. A participação é gratuita e não há necessidade de vínculo com a USP. Inscreva-se pelo link: http://www.engenho.prceu.usp.br/events/o-giro-textil-ruptura-e-heranca/

O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos está localizado à Rua Alan Cíber Pinto, 96, Vl. São Jorge, na cidade de Santos.

 

Com edição da equipe de Comunicação da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.



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