Apesar da imprensa local elogiar a competência e as inovações pedagógicas da diretora, a professora passa a sofrer ataques e calúnias de conservadores que criticam a proposta “inadequada” para a educação de mulheres. “Nisia foi alvo também de seus concorrentes estrangeiros, para ela despreparados para a missão educacional no País. Em 1840, começa o Segundo Reinado de d. Pedro II. A escola funciona até 1849, quando a escritora decide fazer a sua primeira viagem para a Europa junto com a filha. Buscou fugir de decepções e das críticas contra a educação de mulheres, que tanto defendia”, destaca Lígia.
Nísia era uma pesquisadora atenta, erudita, culta. Lia, falava e escrevia em francês, italiano, inglês, latim, grego e conhecia muito bem história e política. “Ela morou na França, na Itália e visitou Portugal, Grécia, Suíça, Inglaterra, Bélgica e Alemanha. Estudou a história e o papel das mulheres em todas as sociedades.” Pesquisas, ponderações, reflexões sobre as mulheres em diversos países e no transcorrer da história, que resultaram nos 62 ensaios reunidos no Opúsculo Humanitário que foram publicados em jornais de grande circulação na época, como o Diário do Rio de Janeiro e O Liberal, porém sem sua assinatura como autora. Os artigos resultaram no livro Opúsculo Humanitário, de 178 páginas, lançado em 1853 com a assinatura B.A., que é a abreviatura de “Brasileira Augusta”.



