Por outro lado, os estudos indicavam que a proteína do Nucleocapsídeo (N) permaneceu praticamente inalterada ao longo do tempo e que ela poderia ser um alvo para o desenvolvimento de uma vacina que produzisse uma imunidade robusta.
Para confirmar as hipóteses, a primeira fase do trabalho envolveu estudos in silico – com simulações computacionais. Este tipo de análise agrupa, interpreta e compreende informações utilizando ferramentas de biologia, matemática, computação e áreas correlatas.
Julia fez um estudo de predição de epítopos – uma técnica em que algoritmos consideram a estrutura das proteínas para prever regiões com maior probabilidade de interação com o sistema imune. “Para chegar ao desenho da proteína, partimos para essa abordagem e vimos que tínhamos realmente esses dois bons alvos [as proteínas S e N]”, diz. “Em seguida, unimos regiões dessas proteínas em uma sequência única e produzimos em escala laboratorial, em quantidade pequena para começar os testes”.
Nos testes in vitro, amostras de sangue periférico de pacientes imunizados com Coronavac ou convalescentes foram coletadas e os cientistas verificaram que a proteína SpiN, utilizada na SpiN-Tec, foi reconhecida por linfócitos T de memória.



